Nova versão amplia o portfólio da Coca-Cola no país, mas será que a versão “triplo zero” da bebida é saudável?
A Coca-Cola vai lançar em setembro no Brasil uma versão sem açúcar, sem cafeína e sem calorias. A novidade, chamada muitas vezes de “triplo zero”, foi anunciada pela diretora de marketing da marca no Brasil, Raquel Ribeiro.
A versão já existe em outros mercados, como a Espanha, desde 2010. No Brasil, a novidade amplia as opções dentro da linha Coca-Cola Zero Açúcar, especialmente para ocasiões em que o consumidor prefere evitar a cafeína, como à noite.
O que tem na Coca-Cola Zero Zero?
De acordo com as informações divulgadas pela Coca-Cola para a versão comercializada na Espanha, a bebida apresenta 0 g de açúcar e praticamente zero calorias.
A versão espanhola fornece 0,2 kcal por 100 ml, uma quantidade considerada sem calorias para fins de rotulagem naquele mercado. A informação nutricional, por 100 ml, também indica 0,02 g de sal.
A composição inclui água gaseificada, corante caramelo IV (E-150d), adoçantes (ciclamato de sódio, acessulfame K e aspartame), ácido fosfórico, aromas naturais e citratos de sódio.
A fórmula comercializada no Brasil pode apresentar diferenças em relação à versão espanhola, portanto, a lista de ingredientes e a tabela nutricional do produto brasileiro devem ser consideradas quando a bebida chegar ao mercado.
A principal diferença em relação à Coca-Cola Zero Açúcar tradicional é a ausência de cafeína.
Isso pode tornar a bebida uma opção para pessoas que gostam do sabor de Coca-Cola, mas preferem não consumir cafeína em determinados momentos do dia. A própria marca posiciona a versão para ocasiões de relaxamento, como depois do trabalho ou durante o jantar.
Isso não significa, porém, que a bebida passe a ser considerada saudável por não conter açúcar ou cafeína.
Não deixa de ser ultraprocessado

O Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, classifica os refrigerantes entre os alimentos ultraprocessados. Esses produtos são formulações industriais que podem conter ingredientes como adoçantes, corantes, aromatizantes e outros aditivos.
Retirar açúcar e cafeína não muda necessariamente a classificação do produto quanto ao grau de processamento.
O Guia recomenda que a alimentação tenha como base alimentos in natura ou minimamente processados e orienta evitar o consumo de ultraprocessados
Em uma alimentação equilibrada, mais importante do que encontrar um produto “zero” é observar a frequência e o espaço que os ultraprocessados ocupam no conjunto da dieta.
