Saúde 19 de junho, 2026 Por Fernanda Labate

Isso pode estar sabotando seu emagrecimento sem você saber: tem sinais silenciosos e tratamento

resistência à insulina

Entenda o que é a resistência à insulina e como ela pode “travar” a perda de peso mesmo em quem não tem obesidade

Se você faz dieta, pratica exercícios físicos regularmente e ainda assim a perda de peso é pequena (ou nula), pode estar faltando atenção com algo importante: a glicemia e a insulina. Isso porque uma questão metabólica chamada resistência à insulina nem sempre traz sinais claros – mas atrapalha muito a perda de peso.

Ainda que muitos vejam isso como uma condição que afeta apenas quem tem obesidade, a resistência à insulina pode existir também em quem tem peso normal, e pode também ser silenciosa. Entenda abaixo os sinais de que isso pode estar acontecendo com você:

Resistência à insulina e emagrecimento: qual a relação?

desmame do Mounjaro
(Crédito: yunmai/Unsplash)

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas para a função essencial de transportar a glicose do sangue para dentro das células, permitindo que o corpo a utilize como energia. Quando esse processo funciona adequadamente, os níveis de açúcar no sangue (glicemia) ficam em equilíbrio.

Quando existe a resistência à insulina, as células dos músculos, da gordura e do fígado deixam de responder a esse hormônio. Nesse contexto, o pâncreas compensa produzindo cada vez mais insulina, e esse excesso não faz bem. Segundo informações da Cleveland Clinic, esse problema pode afetar qualquer pessoa, mesmo que ela não tenha obesidade ou diabetes.

Muita gente não sabe, mas isso afeta diretamente na perda de peso. Isso porque a insulina é um hormônio anabolizante, que favorece o armazenamento de energia, e não o gasto. Quando a glicemia está alta, o ambiente se torna desfavorável à perda de gordura – e, segundo informações da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a situação também favorece a perda de massa muscular.

Além disso, de acordo com a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO), a resistência à insulina ainda reduz o quanto o corpo consegue aproveitar de energia dos alimentos. Isso, por sua vez, aumenta a fome, contribuindo ainda mais para a dificuldade de perder peso.

Como saber se tenho resistência à insulina

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(Crédito: prostooleh/Freepik)

Em vários casos, a resistência insulínica é assintomática. Isso acontece especialmente quando o pâncreas ainda consegue compensar o quadro produzindo mais e mais insulina. Quando aparecem, porém, os sintomas mais comuns segundo a Cleveland Clinic costumam incluir:

  • Acantose nigricans: manchas escuras na pele, especialmente nas axilas, na nuca e nas laterais do pescoço;
  • Acrocórdons: pequenas “verrugas moles” em dobras da pele;
  • Fome aumentada;
  • Fadiga:
  • Sede excessiva.

Sinais de que a resistência à insulina está dificultando a perda de peso

resistência à insulina
(Crédito: KamranAydinov/freepik)

Os sinais de que essa condição está “travando” a perda de peso mesmo em quem não tem, por exemplo, obesidade, incluem:

  • Rotina repleta de exercícios físicos e dieta em dia, mas sem resultados na balança;
  • Fome intensa mesmo depois das refeições;
  • Perda de peso lenta, mas com perda muscular;
  • Acúmulo de gordura abdominal persistentes.

Se esses sinais aparecem, indica-se buscar avaliação médica. Nesse contexto, o médico endocrinologista é o mais apropriado, e ele costuma pedir exames de sangue para entender os níveis de glicose e a produção de insulina em jejum.

Tem tratamento?

Equilíbrio
(Crédito: Antoni Shkraba Studio/ Pexels)

A resistência insulínica tem tratamento e ele se baseia em dois pilares: os medicamentos e as mudanças no estilo de vida. Em geral, pessoas com essa condição se beneficiam de aumentar a frequência ou a intensidade dos exercícios físicos, melhorando a sensibilidade à insulina. Além disso, recomenda-se também uma dieta com menos carboidratos refinados e mais alimentos integrais, fibras e proteínas magras.

Em alguns casos, o paciente pode precisar também de medicamentos como a metformina, além de remédios que ajudam a tratar condições associadas à resistência insulínica, como obesidade, colesterol alto e pressão arterial elevada.

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