Saúde 18 de junho, 2026 Por Fernanda Labate

Para que serve a vitamina D? Todo mundo precisa suplementar?

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Conheça o papel dessa substância no corpo, os sintomas de deficiência de vitamina D e os critérios para suplementação

A vitamina D é um assunto frequente em consultórios e entre quem aposta em suplementos para melhorar a saúde. Isso porque ser deficiente nessa substância é bem comum, causando sintomas como fadiga, baixa imunidade e dores. Ao mesmo tempo, a suplementação indiscriminada não é indicada – e oferece riscos.

Entenda abaixo o que é, os sintomas da deficiência de vitamina D, o que ela faz no organismo e quando repor:

Vitamina D: o que é, quem precisa tomar e mais

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(Crédito: Freepik)

Apesar do nome, a vitamina D funciona quase como um hormônio. Segundo informações do Office of Dietary Supplements, do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (ODS/NIH), se trata de uma substância lipossolúvel que pode ser obtida pela exposição solar, por alguns alimentos e pela suplementação.

Acontece que, em todos esses cenários, ela chega ao organismo de forma biologicamente inerte, ou seja: precisa ser ativada pelo próprio corpo para funcionar. Esse é um processo que passa pelo fígado e pelos rins, até que a substância se transforme em calcitriol e possa, enfim, agir no organismo.

As funções da vitamina D no corpo são variadas. Ainda segundo o ODS/NIH, ela promove a absorção de cálcio no intestino, ajudando a fortalecer os ossos, participa do funcionamento dos músculos, do cérebro e também do sistema imunológico. Além disso, ela tem papel na regulação do metabolismo da glicose e no controle de inflamações.

O que causa a deficiência?

(Crédito: kroshka__nastya/freepik)

Um dos principais fatores para deficiência de vitamina D é a baixa exposição ao sol. Segundo o ODS/NIH, a síntese da vitamina para que ela possa agir no corpo depende da radiação ultravioleta, e esse processo pode ser afetado por diversos fatores como características da pele, estação do ano, poluição, entre outros.

Para funcionar, a exposição ao sol deve ocorrer sem filtro solar e sem o bloqueio de vidros (ou seja, a exposição em ambientes internos não conta). Lembrando que se expor ao sol sem filtro solar, especialmente em horários de pico, é fator de risco para câncer de pele. Sendo assim, a ideia é limitar a exposição a alguns minutos, de preferência pela manhã.

Além disso, o excesso de gordura corporal também pode potencializar a deficiência. Segundo estudos publicados em periódicos como Obesities e Nutrition Bulletin, isso acontece porque o tecido adiposo tende a “sequestrar” essa substância, que é lipossolúvel. Isso reduz a biodisponibilidade da vitamina no corpo em pessoas com obesidade – que, inclusive, tendem a precisar de doses maiores na suplementação.

Riscos e sintomas da falta de vitamina D

Sintomas de intoxicação por vitaminas
(Crédito: Drazen Zigic/ Freepik)

Como as funções da vitamina D no corpo são amplas, os sintomas da deficiência são muitos (e notáveis). É possível, por exemplo, sentir:

  • Cansaço excessivo;
  • Fraqueza muscular;
  • Dores nas articulações;
  • Baixa imunidade;
  • Alterações de humor;
  • Queda de cabelo.

Além dos sintomas desagradáveis, há também riscos e complicações para quem tem a deficiência. Eles incluem:

  • Raquitismo em crianças;
  • Risco de osteoporose a longo prazo;
  • Maior suscetibilidade a infecções;
  • Alterações no metabolismo.

Alimentos com a vitamina

Espécies de peixes
(Crédito: freepik/ Freepik)

Ainda que a dieta contribua pouco para os níveis de vitamina D, alguns alimentos têm essa substância. As melhores fontes naturais são peixes gordurosos (como salmão, atum, truta e cavala), além do óleo de fígado de peixe. Em menores quantidades, ela também aparece em fígado bovino, gema de ovo e queijo.

Quem precisa suplementar vitamina D?

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(Crédito: jcomp/Freepik)

A suplementação da vitamina D – inclusive por conta própria – tem se tornado cada vez mais comum, mas é algo que exige cautela e avaliação médica. Isso porque, para suplementar algo corretamente, é preciso, primeiro, identificar se há ou não deficiência, algo possível apenas a partir de exames.

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), os valores saudáveis de vitamina D no organismo são:

  • Acima de 20 ng/mL para adultos saudáveis até 60 anos;
  • Entre 30 e 60 ng/mL para idosos, gestantes, pessoas com osteoporose, doenças ósseas, doenças crônicas ou que usam medicamentos com corticoides.

Sendo assim, que tem níveis normais de vitamina D não precisa suplementar, e a suplementação deve ser acompanhada por exames de revisão pois há riscos para o excesso da substância no corpo. Segundo a SBEM, valores acima de 100 ng/mL podem causar excesso de cálcio no sangue, gerando náuseas, fraquezas, cálculos renais e, em casos graves, dano renal ou cardíaco.

Isso, inclusive, só ocorre a partir da suplementação exagerada, e não com a produção natural de vitamina D a partir da exposição solar.

Como e quando tomar

vitamina D para crianças
(Crédito: Freepik)

Para quem tem deficiência e suplementa a vitamina D, não existe um horário mais ou menos adequado para tomar a cápsula. O ODS/NIH, porém, orienta a tomar o suplemento junto de uma refeição ou lanche que contenha gordura, visto que a vitamina é lipossolúvel.

É importante lembrar também que o médico é quem estipula o período pelo qual o suplemento deve ser consumido. Não se indica tomar por mais ou menos tempo do que o indicado na receita.

Saúde

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