O uso do chá de pata-de-vaca para glicemia é algo que inclusive nutricionistas recomendam, mas alguns não podem consumir
De acordo com informações do IDF Diabetes Atlas, análise global de dados relacionados ao diabetes, mais de 588 milhões de pessoas no mundo têm diabetes, e mais de 630 milhões convivem com o pré-diabetes. Ambos os diagnósticos requerem avaliação médica e, em alguns casos, uso de medicamentos – mas existe um “remédio natural” que pode ajudar a controlar a glicemia: chá de pata-de-vaca.
Entenda abaixo qual é o efeito da pata-de-vaca para glicemia, quem pode e quem não pode tomar, e qual é a quantidade indicada por nutricionistas para esses fins.
Chá de pata-de-vaca: benefícios, uso para glicemia e mais

A Bauhinia forficata, mais conhecida como pata-de-vaca, é uma planta com inúmeros benefícios para a saúde quando infusionada e ingerida em forma de chá. Quem explica isso é a nutricionista Vanderli Marchiori, da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, frisando que a planta é riquíssima em compostos que ajudam até na glicemia.
De acordo com a especialista, a pata-de-vaca tem compostos como rutina, quercetina, isoquercetina, kaempferol, catequinas e epicatequinas. Estas substâncias são flavonóides – e, por isso, têm ação importante na prevenção de doenças cardiovasculares e também ação hipoglicemiante (ou seja: potencial de baixar a concentração de glicose no sangue).
Como usar chá de pata-de-vaca para baixar a glicemia

Vanderli explica que, devido à riqueza em flavonóides, a pata-de-vaca tem efeito sobre a concentração de glicose no sangue – e existe uma explicação para isso. Segundo ela, a planta age no processo de quebra e absorção da glicose pelas enzimas responsáveis por digerir o carboidrato. Assim, o corpo absorve menos glicose, reduzindo a quantidade que iria para o sangue.
Há, hoje, suplementos alimentares à base de pata-de-vaca – mas, conforme detalha a especialista, é possível atingir esse efeito da planta sobre a glicose apenas com o próprio chá, que pode ser preparado em casa.
Aqui, porém, é importante frisar que chás, alimentos e suplementos não substituem avaliação médica ou uso de medicamentos que se enquadram no caso, nas dosagens corretas. O uso de chás para determinados fins de saúde é um complemento, e o paciente deve sempre questionar o médico ou nutricionista sobre essa possibilidade.
Dosagem e contraindicações

Vanderli afirma que gestantes e lactantes não devem consumir nem este nem outros chás naturais, especialmente sem esclarecimento médico antes. A nutricionista indica a bebida para pessoas com dificuldade em controlar a glicose – tanto as que tomam medicamentos quanto as que não tomam, mas de forma diferente para cada grupo.
Para quem não toma medicamentos ou insulina, mas precisa controlar a glicose, a recomendação é a de beber uma xícara do chá 15 minutos antes de refeições ricas em carboidratos (como massas, pães e doces).
Já para quem toma medicamentos, a ideia é ter um intervalo entre a medicação e o chá. “O que peço sempre é para tomar o chá 2 horas após a medicação”, pontua a nutricionista, ensinando também o preparo.
Ainda que não exista consenso sobre a dose, o que se comprova, segundo ela, eficaz, é tomar duas doses de 250 ml de chá de pata-de-vaca por dia. O preparo do chá deve seguir as instruções abaixo:
- Ferva ½ litro de água;
- Coloque 2 colheres de sopa da erva na água fervente;
- Mantenha a fervura por 3 minutos;
- Desligue o fogo e abafe o chá por 15 minutos.

