Saúde 29 de setembro, 2026 • Por Gabriela Brito

9 motivos não óbvios para fazer atividade física 

motivos para fazer atividade física

Da disposição para viajar ao sono melhor, a prática de exercícios pode impactar diferentes áreas da vida de uma pessoa

Você não precisa começar a fazer atividade física pensando apenas em emagrecer, ganhar músculos ou prevenir doenças. Ter disposição para brincar com os filhos, viajar, dormir melhor ou simplesmente fazer algo de que gosta também pode ser um motivo para se movimentar.

Durante o talk “O Futuro da Vitalidade”, realizado no evento Casa Technogym, especialistas discutiram justamente essa relação entre exercício e qualidade de vida. Para a ortopedista Fernanda Catena, encontrar o que realmente motiva cada pessoa é importante para transformar a atividade física em um hábito. “Às vezes são os filhos, às vezes é a dor”, afirmou.

Motivos para se exercitar

1. Para ter disposição para fazer o que gosta

como ter mais disposição
(Crédito: Yury Oliveira/ Pexels)

A atividade física não precisa ser o objetivo final. Ela pode ser uma ferramenta para você conseguir fazer outras coisas que dão prazer.

Quem quer jogar tênis, nadar, dançar, viajar ou simplesmente ter mais disposição no dia a dia pode usar o fortalecimento muscular como parte da preparação para essas atividades.

O neurocirurgião Cezar Oliveira, especialista em coluna e cérebro regenerativo, citou justamente essa estratégia ao falar sobre adesão: se a pessoa gosta de nadar, por exemplo, exercícios de força podem ajudar a prepará-la para nadar melhor.

2. Para viajar, passear e conhecer lugares novos

se preparar para viajar
(Crédito: Matteo Basile/ Pexels)

Subir escadas, caminhar por uma cidade, carregar uma mala ou passar horas conhecendo um destino exigem disposição física.

Por isso, pensar no exercício como uma forma de preservar a autonomia pode ser mais motivador do que pensar apenas em resultados estéticos.

Fernanda destacou que a percepção de capacidade também é importante. A ideia é chegar ao futuro se sentindo capaz de passear, brincar com os netos e conhecer o mundo.

3. Para estar perto de quem você ama

estar com quem se ama
(Crédito: serjan midili/ Pexels)

Filhos, parceiros, amigos e familiares também podem ser parte da motivação.

Para algumas pessoas, a vontade de acompanhar os filhos, brincar com os netos ou envelhecer com mais autonomia pode ser um incentivo maior do que qualquer meta relacionada ao corpo.

O motivo para começar pode estar menos no espelho e mais nas pessoas com quem você quer compartilhar a vida.

4. Para ter mais disposição e lidar melhor com o corpo

como ter mais disposição
(Crédito: Ketut Subiyanto/ Pexels)

A dor também pode ser um motivo para buscar movimento, especialmente quando ela começa a limitar atividades do cotidiano.

Fernanda explica que, na prática clínica, encontrar a “cenourinha” que faz sentido para cada paciente é importante para aumentar a adesão ao exercício. Para algumas pessoas, esse incentivo pode ser justamente a vontade de se movimentar com menos limitações.

Isso não significa que exercício seja solução para qualquer tipo de dor. A atividade precisa ser adequada à condição e às necessidades de cada pessoa.

5. Para dormir melhor

como dormir melhor
(Crédito: cottonbro studio/ Pexels)

O sono aparece como um dos primeiros sinais de que a rotina de atividade física pode estar fazendo diferença.

Segundo o psiquiatra Arthur Guerra de Andrade, quando o sono começa a ficar mais regular e satisfatório, esse pode ser um indicativo de que a pessoa está entrando em uma nova fase.

A relação também aparece nas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS): a atividade física regular está associada à melhora da saúde do sono.

6. Para ter mais paciência

como ter mais paciência
(Crédito: Magnific/ Magnific)

Não é apenas o corpo que pode perceber a mudança.

Guerra aponta a melhora da paciência como outro possível sinal de evolução: ficar um pouco menos reativo no trabalho, no relacionamento ou com os filhos pode indicar que algo está mudando na rotina.

O especialista relaciona esse processo a um conjunto de fatores que inclui exercício, sono e autoestima, e não ao exercício isoladamente.

7. Para cuidar mais de si

como cuidar de si
(Crédito: Julia Larson/ Pexels)

Outro sinal citado pelo psiquiatra é a melhora da autoestima e do autocuidado.

A pessoa começa a perceber que está cuidando de si. Isso pode aparecer em pequenas atitudes, como prestar mais atenção à própria aparência e à forma como se sente.

A mudança não precisa ser apenas física: perceber-se mais capaz também pode fortalecer a percepção de autoestima.

8. Para socializar

exercicios para se socializar
(Crédito: aryapandusedjati ./ Pexels)

Atividade física também pode ser uma oportunidade de convivência.

Treinar em grupo, caminhar com alguém, praticar um esporte ou simplesmente frequentar um espaço de atividade física cria oportunidades de contato social.

Para Oliveira, esse convívio é um dos ganhos que podem vir junto com o exercício.

9. Porque você quer viver mais e viver bem

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(Crédito: MART PRODUCTION/ Pexels)

Esse talvez seja um dos motivos menos imediatos, mas também um dos mais importantes.

A atividade física regular está associada a benefícios para a saúde cardiovascular, metabólica, mental, cognitiva e óssea, além de contribuir para a qualidade do sono.

Para Catena, o exercício tem uma particularidade importante: ele estimula diferentes sistemas do organismo ao mesmo tempo, incluindo músculos, ossos e funções cardiovasculares e cerebrais.

Não se trata apenas de acrescentar anos à vida, mas de preservar capacidade para aproveitá-los.

Afinal, quanto é preciso fazer?

quanto de exercicios fazer
(Crédito: Magnific/ Magnific)

A OMS recomenda que adultos façam 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada por semana ou 75 a 150 minutos de atividade vigorosa. Também recomenda atividades de fortalecimento muscular envolvendo os principais grupos musculares em pelo menos dois dias da semana.

Mas isso não significa que quem ainda é sedentário precise começar imediatamente nesse volume. A própria OMS destaca que alguma atividade é melhor do que nenhuma e recomenda começar com pequenas quantidades e aumentar gradualmente frequência, duração e intensidade.

Como saber se o exercício já está fazendo diferença?

exercicios estão fazendo efeito
(Crédito: Senivpetro/ Pexels)

Nem sempre o primeiro resultado aparece no espelho ou na balança.

De acordo com Guerra, alguns sinais cotidianos podem mostrar que a relação com a atividade física está mudando:

  • sono mais regular e satisfatório;
  • mais paciência nas relações e no trabalho;
  • maior disposição para o autocuidado;
  • autoestima e percepção de capacidade melhores;
  • uma vida sexual mais próxima do que a própria pessoa deseja.

Esses sinais não são uma “medida” do efeito do exercício e podem ter outras causas. Mas ajudam a lembrar que os resultados de uma vida ativa vão muito além do que acontece durante o treino.

Às vezes, o melhor motivo para se exercitar está justamente no que você quer fazer depois dele.

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