Saúde 30 de junho, 2026 Por Fernanda Labate

Caneta de GLP-1 não vai no lixo comum: veja como fazer o descarte correto

caneta de GLP-1

O descarte das canetas de GLP-1 não é complicado, e realizá-lo corretamente previne acidentes e contaminação ambiental

É comum que usuários dos análogos de GLP-1 (as “canetinhas emagrecedoras”) joguem a embalagem dos remédios no lixo comum após o uso. Isso, no entanto, vem causando preocupação em diversos órgãos regulatórios, visto que o acúmulo dessas medicações em ambientes inadequados após o descarte pode trazer uma série de complicações individuais e coletivas.

Entenda abaixo como descartar canetas de GLP-1 corretamente, reduzindo não apenas o impacto delas na poluição ambiental, mas riscos de contaminação de pessoas e do ambiente.

Descarte das canetas de GLP-1: riscos, forma correta e mais

O que são análogos de GLP-1?
(Crédito: Pavel Danilyuk/ Pexels)

De acordo com uma pesquisa recente do Instituto Locomotiva, 33% dos lares brasileiros têm ou já tiveram algum morador fazendo uso de análogos de GLP-1. A depender da marca escolhida, isso resulta no descarte de uma canetinha (com agulha) por semana – e, muitas vezes, esse descarte não acontece da forma correta.

Ainda que seja mais cômodo jogar a caneta de Mounjaro, Ozempic ou Wegovy no lixo convencional, isso traz uma série de riscos. A presença da agulha, por exemplo, possibilita acidentes perfurocortantes com pessoas que manuseiam o lixo. Além disso, o acúmulo dessas embalagens no meio ambiente pode causar contaminação biológica, fazendo com que água e solo se tornem desreguladores endócrinos para a própria população.

Por isso, é interessante que os usuários desses medicamentos se informem sobre a maneira correta de descartá-los. Os fabricantes das canetinhas – como a Eli Lilly (Mounjaro) e a EMS (Olire e Lirux), por exemplo – têm orientações sobre isso na própria embalagem – enquanto a Novo Nordisk (Ozempic e Wegovy) criou inclusive um programa específico para incentivar o descarte correto.

Como descartar as canetas de GLP-1

caneta de GLP-1

O primeiro passo do descarte é ter uma área específica para as canetinhas, assim como se separa o lixo orgânico e o reciclável. É possível, por exemplo, reservar uma caixa ou garrafa rígida para,, de forma segura, coletar os aplicadores após cada uso.

Aqui, uma das opções é o uso de caixas como a Descarpack, que são próprias para isso. Elas estão disponíveis em farmácias e lojas especializadas em diversos tamanhos – e, para pessoas com diabetes que fazem parte de programas municipais de assistência farmacêutica, é possível retirá-las gratuitamente em uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

No caso de caixas como essa, que têm indicativo de conteúdo infectante e são feitas de papelão reforçado, a ideia é depositar as embalagens ali até a linha demarcada. Outra orientação é nunca tentar retirar nada da caixa, devido ao risco de acidente com agulhas. Ao atingir a linha demarcada, basta fechar a caixa conforme as instruções.

Quando estiver cheio, o recipiente usado para reunir as canetas deve, então, ser levado a um local que faz esse tipo de descarte. É possível recorrer, por exemplo, às UBS. No caso das canetas da Novo Nordisk, existe ainda o programa Reciclaneta que, além de descartar corretamente as agulhas, também direciona a parte plástica das canetas para a reciclagem.

O Reciclaneta contempla diversos Postos de Entrega Voluntária (PEV), localizados principalmente em farmácias parceiras. Esse programa inclui redes de farmácias como a Drogaria São Paulo, a Drogasil, a Droga Raia, a Pague Menos e a Drogaria Pacheco, além de algumas UBS. Aqui, vale se informar com a farmácia ou unidade de saúde pública mais próxima sobre a possibilidade de realizar o descarte ali.

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