Criticada por “esconder” FIV, Claudia Raia explica que processo não deu certo: “Tinha desistido”

por | set 26, 2022 | Saúde

Após surpreender a todos com o anúncio de uma gravidez aos 55 anos, Claudia Raia falou ao “Fantástico” sobre como se deu o processo. Em meio a acusações de que teria mentido sobre a gestação ser natural, a atriz afirmou que, de fato, congelou óvulos e tentou fazer fertilização in vitro (FIV) – mas, em um evento considerado extremamente raro pelos próprios médicos, acabou ovulando e engravidando naturalmente mesmo anos após entrar na menopausa.

Claudia Raia explica gestação aos 55 anos

Aos 55 anos, Claudia Raia surpreendeu a todos nas redes sociais conforme revelou estar esperando seu terceiro filho, desta vez com o atual marido, o ator Jarbas Homem de Mello. Sem dar grandes detalhes sobre a gestação, a atriz afirmou ter ficado muito surpresa com a novidade – e, diante disso, recebeu muitas críticas por supostamente “esconder” um processo de fertilização in vitro, algo que explicou em entrevista ao “Fantástico” uma semana após a revelação da gravidez.

Claudia Raia explicou que chegou a fazer FIV para engravidar, mas o processo não correu como esperado
Reprodução/Fantástico/Rede Globo

Segundo Claudia, ela e Jarbas pensam em ter filhos desde o início do relacionamento, algo que a motivou, aos 48 anos, a congelar óvulos. Aos 50, a atriz entrou na menopausa e, em 2021, os dois decidiram dar início à FIV, processo que usaria os óvulos congelados e espermatozoides do ator para criar embriões em laboratório e, então, implantá-los no útero da atriz. O procedimento, no entanto, não saiu como Claudia esperava.

“Fiz o tratamento de cinco semanas com vários hormônios, realmente é pesado, mas tive, antes disso, uma conversa com Deus muito séria. Eu disse: ‘Não vou tentar mais de uma vez, não vou desafiar o destino. Se for, ok, se não for, vou entender’. Fiz todo o tratamento. O que aconteceu é que os embriões não se formaram. Eu falei: ‘Ok, já entendi, não era para ser’”, afirmou a atriz, que teve, tempos depois, a primeira surpresa.

Após a FIV frustrada, porém, Claudia Raia engravidou naturalmente
Reprodução/Fantástico/Rede Globo

Após o processo frustrado de FIV, Claudia passou por novos exames e, em um ultrassom, descobriu que estava ovulando naturalmente, algo não esperado durante a menopausa (que significa, justamente, o fim dos óvulos disponíveis para liberação no corpo da mulher). “A Dra. disse: ‘Claudia, você está ovulando. Tem três óvulos no ovário direito e um no esquerdo. Cuidado para não engravidar’. Caímos na gargalhada, rimos e aí continuei minha vida”, pontuou a estrela.

A raridade de uma gravidez nesta idade se dá pelo fato de que, como a mulher já nasce com uma quantidade determinada de óvulos, eles envelhecem junto dela. No caso de uma mulher de 55 anos, os óvulos também tem 55 anos – e, a partir dos 35, eles tendem a “perder a qualidade” do ponto de vista médico, algo que levou a atriz a não criar esperanças mesmo após a descoberta da ovulação. “Achei, de novo, o que a gente sempre pensa: ‘Meu óvulo de 55 anos já não serve para muita coisa’. Tinha desistido”, pontuou.

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Claudia então afirmou que, na sequência, fez uma viagem em família onde se exercitou normalmente, curtiu momentos de lazer e até pintou o cabelo, sem notar que, surpreendentemente, estava grávida. “Cheguei aqui e ela [médica] me pediu uma bateria de exames. Quando vieram os resultados, falou: ‘Espera aí, está tudo descontrolado’. Me pediu um beta HCG, exame de gravidez. Falei: ‘Agora ela está louca mesmo, acha que estou grávida por causa daquele óvulo’. Eu estava grávida”, disse.

Na reportagem, Paulo Gallo, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, se pronunciou sobre o caso, afirmando que eventos raros como este não podem transmitir a mensagem de que podem acontecer com frequência. “O que aconteceu com a Claudia foi uma exceção, se a gente começar a achar que isso vai acontecer várias vezes, podemos acabar tendo frustração”, disse ele, aconselhando que mulheres que pretendem engravidar tardiamente congelem óvulos antes dos 35 anos.

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