Uso de preservativo ajuda na prevenção ao HPV e continua sendo indispensável, mas apenas a camisinha não é suficiente para prevenir diferentes tipos de câncer
Conhecido como HPV, o papilomavírus humano é o nome de um grupo de mais de 200 vírus. Alguns tipos são sexualmente transmissível e podem causar câncer de colo do útero, de ânus, vulva, vagina, boca e garganta e pênis.
Diferentemente de outras infecções sexualmente transmissíveis, a camisinha não oferece proteção completa contra o HPV. O alerta faz parte das ações do Março Lilás, de conscientização sobre o câncer de colo do útero.
Transmissão do HPV
A transmissão do HPV ocorre a partir do atrito de contato pele a pele, principalmente durante ato sexual por meio vaginal, anal ou oral com uma pessoa que tenha o vírus.
A camisinha não cobre toda a pele da área da genital, e é por isso que não previne completamente a transmissão, apesar de ajudar e continuar sendo indispensável para evitar doenças sexualmente transmissíveis.
Além de câncer, o HPV também pode causar lesões e verrugas nos órgãos genitais e ânus.
Vacina é indispensável

A melhor forma de evitar os diferentes tipos de câncer causados pelo HPV é pela vacina contra o vírus.
No Brasil, o esquema vacinal contempla principalmente crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, que podem receber dose única do imunizante nos postos de vacinação e escolas.
A vacina contra o HPV é mais eficaz se administrada nessa faixa etária e antes do início da vida sexual. Além disso, quanto mais nova a pessoa, menos doses são necessárias.
Pelo SUS, há também esquema especial para outros grupos a partir de prescrição médica: imunodeprimidos de 9 a 45 anos; pessoas com Papilomatose Respiratória Recorrente a partir dos 2 anos; usuários de PrEP de 15 a 45 anos; vítimas de abuso sexual de 9 a 45 anos.
Exames preventivos para mulheres
Além da vacina e do uso de preservativo durante relações sexuais, a prevenção do câncer de colo do útero também é feita com o rastreamento e tratamento precoce de lesões pré-cancerígenas.
O exame Papanicolaou é capaz de detectar lesões que antecedem o aparecimento da doença.
Ele tem sido a principal estratégia para rastreio de lesões, mas, desde 2024, o Ministério da Saúde incorporou o teste molecular de DNA-HPV oncogênico ao SUS, que se mostrou mais eficiente.
Este novo método identifica o vírus HPV antes que ele cause lesões no colo do útero e permite que o exame preventivo seja feito com menos frequência. É destinado a mulheres de 25 a 64 anos.
Este conteúdo usou informações do Ministério da Saúde, da Organização Mundial da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer.









