Atitude mental de esperar que coisas boas aconteçam no futuro se mostrou recurso valioso para o envelhecimento saudável
Um estudo realizado nos Estados Unidos mostrou que níveis mais elevados de otimismo estão fortemente associados a um menor risco de desenvolver demência em idosos.
A análise também indica que não há causalidade reversa, ou seja, não foi a demência que deixou os pacientes mais pessimistas.
Otimismo contra a demência

Os pesquisadores analisaram 14 anos de dados de mais de 9 mil pessoas com 70 anos ou mais do Health and Retirement Study, um estudo sobre adultos dos Estados Unidos.
“Identificar o otimismo como um fator psicossocial protetor destaca o seu potencial para promover um envelhecimento saudável”, dizem os autores.
O nível de otimismo foi avaliado a partir do chamado Life Orientation Test, uma avaliação da inclinação a esperar que coisas boas aconteçam no futuro. Uma série de afirmações são feitas, e a pessoa deve dizer o quanto concorda ou não com a frase. Maior pontuação no teste sugere maior otimismo.
Também foi usado um método para confirmar o diagnóstico ou não de demência nas pessoas cujos dados foram analisados.
Estudos anteriores já associaram otimismo e menor risco de demência, mas os pesquisadores queriam entender se a tese se confirmaria ao considerar diferentes grupos populacionais, o estado de saúde inicial da pessoa e outros potenciais fatores de confusão.
Após a análise, eles concluíram que, sim, o otimismo é promissor independentemente do grupo populacional e outras características.
Os pesquisadores acreditam que a atitude mental positiva é um recurso valioso para apoiar o envelhecimento saudável e deve ser considerada em futuras iniciativas de prevenção da demência.

