Os análogos de GLP-1 já estão sendo utilizados gratuitamente em 250 pacientes da rede pública – o que vai ajudar a estabelecer um protocolo clínico para a ampliação desse programa
Quase três meses após o anúncio do início de um estudo com análogos de GLP-1 pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, confirmou que as “canetas emagrecedoras” serão oferecidas gratuitamente à população.
Apesar de não ter divulgado datas para a disponibilização, o ministro deu detalhes sobre os resultados do estudo em andamento – e explicou como será a oferta desses medicamentos na rede pública. Entenda abaixo:
Governo anuncia GLP-1 no SUS

Acompanhando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma viagem a Montes Claros, em Minas Gerais, na última quinta-feira (17), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, confirmou que análogos de GLP-1 – as “canetas emagrecedoras” – farão parte do SUS.
A confirmação vem meses após o início de um estudo com 250 pacientes que têm obesidade grave ou associada a outras doenças. Essas pessoas têm sido acompanhadas de perto no Grupo Hospitalar Conceição, da rede pública de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, desde junho justamente para entender as vantagens de incluir os medicamentos na rede pública.
“O primeiro paciente que recebeu essa medicação pelo SUS estava na fila da cirurgia bariátrica. Ele já perdeu seis quilos e reduziu a circunferência [abdominal]. E o que é mais legal: ele conta que já mudou os hábitos de vida. Começou a ajudar a mãe em casa, a sair e fazer atividade física”, disse o ministro.
Quando a semaglutida chega ao SUS?
Durante o evento – uma visita à fábrica da Eurofarma, uma das farmacêuticas que já oferece semaglutida nacional – o ministro não estipulou datas para iniciar o fornecimento gratuito dos medicamentos. Ele frisou, porém, que a ideia é desenvolver um protocolo clínico criterioso para avaliar quem poderá utilizá-los.
Segundo ele, não se busca um “milagre estético“. “Estamos avaliando pessoas que estavam na fila da cirurgia bariátrica para saber se o uso dessa medicação consegue controlar a obesidade sem a necessidade de cirurgia. […] São pessoas que precisam do medicamento, com orientação médica. Vamos deixar pronto o protocolo para podermos disponibilizá-lo no SUS, em todo o Brasil, de forma responsável”, disse Padilha.
