Fitness 26 de junho, 2026 Por Rebeca Tosta

Treino de força é o novo cardio? O que a ciência mostra

Embora a musculação tenha ganhado pontos com relação à saúde cardiovascular, ela não substitui o exercício aeróbico

Foi-se o tempo em que o exercício aeróbico era visto como o maior aliado da saúde do cardiovascular. Se você acompanha as notícias sobre atividade física ou se frequenta uma academia, por exemplo, já ter percebido que o treino de força ganhou mais adeptos e isso tem uma plena relação com estudos que relacionam a musculação com benefícios para o coração.

Isso quer dizer que o cardio foi deixado de lado? Não necessariamente, mas que a briga entre musculação e aeróbico ficou para trás à medida que as pesquisas mostram o quanto os dois trabalham melhor juntos.

Musculação faz bem para o coração?

(Crédito: senivpetro/Magnific)

Mais do que apenas estética, a musculação vem ganhando destaque nos estudos quando o assunto é saúde. Isso porque dados científicos reforçam benefícios como redução de mortalidade, impacto positivo sobre saúde mental e qualidade do sono. Além disso, as pesquisas mostram que levantar peso pode também garantem uma melhora de parâmetros cardiometabólico.

De acordo com um estudo publicado no British Journal of Sports Medicine, mortes por complicações cardiovasculares tiveram uma queda de 19% entre os praticantes assíduos de musculação. O cenário se mostrou ainda mais promissor no combate a males neurológicos, como a demência, com redução de 27%. O menor índice de mortalidade global prematura, contudo, ocorreu no grupo que combinava altos níveis de atividades aeróbicas e musculação, chegando a um recuou em até 58%.

Sendo assim, mais do que um ou outro, a dica é apostar em uma combinação. De acordo com diretrizes internacionais atualizadas, adultos devem acumular semanalmente pelo menos 150 minutos de atividade aeróbica moderada, além de sessões regulares de fortalecimento muscular.

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