Quem quer emagrecer ou faz reeducação alimentar, já ouviu falar em ‘acelerar o metabolismo’. Esta expressão entrou de vez no dicionário de nutricionistas, nutrólogos e endocrinologistas, pois é uma maneira de tornar o emagrecimento mais estável e evitar o efeito platô (quando o corpo se acostuma com a perda de peso e começa a não responder mais à dieta)
As diferenças de metabolismo entre as pessoas explica porque uma pessoa magra que come muito não engorda nem por decreto. O organismo dela tem taxa metabólica elevada, ou seja, queima calorias mais rápido que uma pessoa gordinha que come a mesma quantidade de calorias diariamente. Por isso é que não se deve seguir a dieta da amiga ou do colega e nem se deve acreditar em fórmulas milagrosas. Cada pessoa deve encontrar a melhor forma de reeducar a alimentação para manter o peso saudável e a saúde em dia.
Acelerando
A variação da taxa metabólica é inflenciada por várias fatores como idade (quanto mais velho, mais lento), sexo (homens têm metabolismo mais rápido), questões genéticas, alimentação e prática de exercícios. Afinal, cerca de 70% da energia produzida por nosso corpo é utilizada no metabolismo basal e 10% é utilizada no processo natural de metabolização dos alimentos.
Segundo a nutricionista Flávia Ramos, não é tão difícil ajudar o metabolismo a funcionar. ‘Para acelerar o metabolismo o primeiro passo é comer de três em três horas. Assim, seu corpo vai recebendo a informação e lembrando que tem que trabalhar mais rápido. Quem acha que para emagrecer deve ficar horas sem comer está totalmente enganado’ afirma ela. ‘Comendo pouco e várias vezes ao dia os seu hormônios ficam controlados, você reduz o apetite para a próxima refeição, melhora a digestão, o funcionamento intestinal e ainda queima mais calorias’.
Os alimentos termogênicos, ou seja, aqueles que produzem mais energia para serem metabolizados do que o número real de calorias que eles possuem – como por exemplo a pimenta, o gengibre, o chá verde, a mostarda, a laranja, a cafeína e até a água gelada – ajudam a aumentar o metabolismo, mas somente eles não resolvem a questão. ‘Não existem alimentos milagrosos. Na verdade, a alimentação pobre em gorduras (que cansa o metabolismo), rica em fibras (que faz o processo de limpeza), fracionada em até sete refeições e equilibrada é que fazem este efeito’ lembra Flávia. ‘Experimente comer mais frutas e verduras, líquidos (especialmente o chá verde), comer mais sementes e grãos’.
Mudança de hábito
Como deu para perceber, é preciso força de vontade e determinação para inserir mais alimentos positivos na dieta, melhorar a qualidade de hidratação do organismo e investir em exercícios físicos para gastar toda esta energia que fica estocada e acaba virando pneuzinhos desagradáveis.
Cardápio básico
Por Flavia Ramos (nutricionista)
Café da manhã (7h30min):
Suco de uva batido com 1 colher de aveia + 2 colheres de semente de linhaça, 1 torrada integral, 1 colher de sobremesa de geléia diet, 1 xícara de café com adoçante (opcional)
Colação (10h):
Barra de cereais light ou quatro castanhas
Almoço (13h):
Salada de chicória e tomate, 1 filé peixe cozido com ervilha sauté, couve refogada, 2 colheres de arroz integral, 1 concha de feijão mulatinho, suco de uva e salada de frutas (sobremesa)
Lanche da tarde (17h):
1 xícara de chá, um pão árabe pequeno com queijo minas light e orégano
Jantar (20h):
Strogonoff de frango feito com iogurte natural desnatado, brócolis refogada, salada de tomate, couve- flor, salsa, cenoura, cebola e alface + 1 pêra (sobremesa)
Ceia (se houver necessidade):
Uma fruta e chá de camomila
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