Bem-estar 25 de junho, 2026 Por Tatiana Leonel

Monitorar o sono não é só para quem tem insônia: pode trazer mais longevidade e bem-estar

Especialista alerta para importância do sono e explica como monitoramento pode ajudar a proteger a saúde

Muitas vezes, associamos o monitoramento do sono a uma busca por corrigir distúrbios, como a insônia, mas a verdade é que o hábito pode ser uma ferramenta poderosa para quem busca mais longevidade.

O sono é o combustível do nosso bem-estar e rastrear esse período não precisa ser uma cobrança, mas pode oferecer insights valiosos que contribuem diretamente para a sua saúde física e mental.

Qual é a importância de monitorar o sono?

De acordo com o Dr. Arthur Feltrin, nutrólogo, pneumologista, especialista em medicina integrativa, longevidade e estilo de vida, passamos um terço da nossa vida apenas dormindo, o que reforça ainda mais a importância de olhar para esse pilar da nossa saúde e tudo o que representa.

“A gente tem que dormir de forma segura, correta e diária”, defendeu o especialista, durante evento da Polar com a presença do Tá Saudável, alertando para o impacto no bem-estar. “Dormir mal está muito correlacionado à depressão e ansiedade”.

(Crédito: freepik/freepik)

“A própria Sociedade Americana de Cardiologia já fala que pacientes que dormem mal ao longo da vida tem um padrão parecido com o tabagismo por ser um padrão inflamatório”, acrescentou o Dr., novamente alertando para a necessidade de observar o sono, sobretudo o estágio mais reparador.

“Durante o fase do sono REM que a gente vai ter algumas alterações e algumas possibilidades em relação à qualidade do sono”, alertou. “A Organização Mundial de Saúde mostrou que, em 2022, 70% da população mundial já teve, tem ou vai ter algum distúrbio relacionado ao sono”.

O monitoramento através de gadgets, como o Polar Loop, apresentado no evento, permite identificar padrões de descanso, variações na frequência cardíaca e detectar precocemente distúrbios como a apneia, protegendo a saúde cardiovascular e mental, melhorando a disposição física e auxiliando na prevenção de doenças crônicas.

(Crédito: Reprodução/Instagram @polarbrasil)

Tecnologias no monitoramento do sono

“Atletas de elite monitoram o sono há décadas, agora essa tecnologia está no nosso bolso e cabe a gente usar de forma inteligente e saudável. A diferença entre quem tem energia e quem não tem raramente está na academia, está na cama”, avaliou o especialista.

“Ter esse discernimento em relação ao sono é muito importante na nossa busca por longevidade”, acrescentou. “Monitorizar o seu sono é prioridade pra quem busca qualidade de vida. É um investimento realmente em longevidade e bem-estar”.

As tecnologias, portanto, ajudam a descobrir a duração real do seu sono e se você acorda muitas vezes à noite, podem identificar quedas na oxigenação e alterações na frequência cardíaca, além de permitir ver como fatores como cafeína, exercícios e horários afetam o quão rápido você pega no sono e o tempo que passa nas fases mais profundas.

(Crédito: KATRIN BOLOVTSOVA/Pexels)

Para quem sofre com insônia, os gadgets também costumam oferecer insights valiosos para o diagnóstico e tratamento adequado. Mas, atenção, apesar da tecnologia trazer métricas úteis, ela não substitui a polissonografia ou a avaliação de um médico.

“Existem três tipos de insônia: a inicial, onde eu demoro mais de 20 a 30 minutos para pegar no sono. A insônia terminal, quando eu acordo um pouco antes do despertador e não volto a dormir e a insônia de manutenção, que é aquela insônia que eu acordo 2h00 da manhã e fico mais de 30 ou 60 minutos pra voltar a dormir. De acordo com o tipo de insônia eu tenho causas diferentes. A principal causa da insônia inicial é a ansiedade”.

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