Dispositivos em formato de anel monitoram sono, atividade e sinais do corpo ao longo do dia e são opção para quem não gosta ou não se adaptou a relógios inteligentes
Os chamados wearables são dispositivos eletrônicos vestíveis, como os relógios de monitoramento de frequência cardíaca. Cada vez mais, as versões em anel desses eletrônicos têm chamado atenção.
Compactos e usados no dedo, esses anéis são capazes de monitorar continuamente indicadores de saúde e bem-estar ao longo de 24 horas. Eles acompanham estimativas de frequência cardíaca, ritmo cardíaco, temperatura da pele, oxigênio no sangue e padrões de sono, transformando esses sinais em relatórios acessíveis em aplicativos.
Para que serve um anel inteligente

Na prática, funcionam como uma alternativa aos relógios inteligentes. A principal diferença está no conforto e na discrição: por não terem tela e notificações constantes, evitam interrupções durante o sono e ao longo do dia.
Também tendem a ter bateria mais duradoura – em alguns casos, até cerca de 7 dias – e podem ser usados continuamente, inclusive no banho, reduzindo falhas na coleta de dados.
Para quem busca foco no bem estar, ainda elimina distrações comuns de smartwatches, como alertas e mensagens.
Como funciona um smart ring

Esses dispositivos utilizam sensores ópticos e de movimento para captar sinais do corpo:
- Leitura do fluxo sanguíneo por luz: conseguem estimar frequência cardíaca, variações do ritmo cardíaco e oxigenação do sangue.
- Sensores de temperatura: em contato direto com a pele, detectam variações sutis.
- Acelerômetros: identificam passos, intensidade de exercícios e períodos de inatividade.
Isso resulta em um monitoramento contínuo, reunindo dezenas de métricas relacionadas à saúde e bem-estar:
- Sono
- Recuperação
- Estresse
- Atividade física
- Indicadores cardiovasculares
- Indicadores relacionados ao metabolismo
- Ciclo menstrual
Os dados são acessados por meio de aplicativos próprios das marcas, que organizam tudo em relatórios simples, com pontuações diárias e recomendações práticas, como ajustar o horário de dormir, equilibrar esforço e descanso ou identificar momentos de estresse.
Apesar da tecnologia avançada, é importante reforçar: anéis inteligentes não fazem diagnóstico. Eles servem como ferramentas de acompanhamento e apoio a hábitos mais saudáveis, ajudando a entender padrões do corpo ao longo do tempo.
Marcas, preços e disponibilidade no Brasil

Entre as grandes marcas estão Oura, Ultrahuman e Samsung, mas o mercado de anéis inteligentes ainda está em expansão, e isso se reflete na oferta no Brasil.
Até o momento, o único modelo com venda oficial no Brasil é o Galaxy Ring, da Samsung, disponível no site da marca. Ele custa em torno de R$ 3.000 a R$ 3.500, dependendo da versão, da forma de pagamento e do canal de venda.
Já os demais modelos geralmente chegam ao país por importação ou marketplaces, o que faz os preços variarem bastante:
Os tops de linha das principais marcas podem ultrapassar os R$ 4.000, então versões mais simples, de outras marcas, podem ser encontradas a partir de R$ 400.
A qualidade do modelo, especificações e funcionalidades variam bastante, então é preciso ficar de olho nisso.
De qualquer forma, os anéis inteligentes se posicionam como uma forma prática, discreta e contínua de acompanhar a saúde mesmo quando não estamos prestando atenção.

