Saúde 30 de junho, 2016 Por

Incontinência urinária ou bexiga hiperativa? Entenda diferenças

Fazer xixi com muita frequência pode ser um sinal de que alguma coisa não vai bem. A situação pode causar privação no convívio social e até profissional, além de problemas sexuais e quadros depressivos de intensidade variável. Pode, ainda, se associar a infecções urinárias e comprometimento renal. Por isso os sintomas precisam ser observados e um médico deve ser consultado, para que haja o diagnóstico e tratamento corretos.

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Principais sintomas

O problema pode afetar crianças, jovens, adultos ou idosos de ambos os sexos. Uma das principais confusões de quem sofre com essa condição acontece porque os sintomas são comuns tanto para a incontinência urinária quanto para a bexiga hiperativa. No entanto, são dois casos diferentes.

O médico Caio Cesar Cintra, especialista em Urologia pela Faculdade de Medicina do ABC e responsável pelo setor de urodinâmica da AACD- SP, explica que os sintomas de perda urinária podem ter origem no descontrole da capacidade da bexiga em armazenar urina, que é a síndrome da bexiga hiperativa; ou na disfunção do mecanismo de continência, que se torna incapaz de conter a perda sob situações que elevem a pressão intra-abdominal, que é a incontinência urinária de esforço. “Na incontinência urinária de esforço, as queixas de perda se relacionam exclusivamente aos esforços físicos como tossir, espirrar, carregar peso, levantar-se, entre outros. Na bexiga hiperativa, ocorrem na ausência de esforço físico”, diz.

Tratamento dos problemas urinários

Os especialistas indicados para  diagnosticar e tratar as diferentes causas de incontinência urinária são os urologistas e os uroginecologistas. O médico diz que, atualmente, existem tratamentos eficazes para todas as situações descritas. “Terapia comportamental, medicamentos orais e o uso da toxina botulínica são opções adequadas. Quando bem indicados, demonstram impacto positivo sobre a melhoria da qualidade de vida dos pacientes”, afirma. No caso da incontinência, exercícios físicos e fisioterapia do assoalho pélvico também são indicados.

Já o procedimento cirúrgico, apesar de ser comumente procurado pelos pacientes, é a última opção na maioria dos quadros de incontinência urinária, estando reservado como primeira opção apenas para situações específicas.

Em algumas situações, pode haver também uma combinação de ambas as disfunções, levando a um quadro conhecido como incontinência urinária mista. Em todos os casos, somente uma avaliação médica poderá identificar corretamente o problema.

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