A tecnologia de eletroestimulação faz o músculo contrair por meio de impulsos elétricos e já era usada na fisioterapia – mas, agora, está presente também nos treinos da Greenlife
As academias atuais estão cada vez mais tecnológicas e, entre os muitos artifícios que estão aparecendo, a eletroestimulação muscular (EMS) é uma das que mais gera curiosidade. Isso porque ela faz o músculo trabalhar mesmo em repouso, com auxílio de eletricidade – mas, afinal, a tecnologia cumpre o que promete?
Conheça mais sobre a EMS, tecnologia disponível na Greenlife, de que forma ela trabalha e se é eficaz:
Eletroestimulação muscular (EMS): o que é, eficácia e mais
A EMS, também chamada de NMES (eletroestimulação neuromuscular), é uma tecnologia que envia impulsos elétricos de baixa intensidade ao corpo a partir de eletrodos fixados à pele. Com esse estímulo, os músculos se contraem de forma parecida como fariam durante um treino.
Esse processo não é nenhuma novidade, visto que, na fisioterapia, a técnica aparece em muitos protocolos de reabilitação – mas, agora, ela também está em academias e promete ajuda na construção de músculos. Nessa tendência, algumas propostas usam eletrodos localizados em uma parte do corpo, enquanto outras usam um colete ou roupa de eletrodos que estimula vários grupos simultaneamente.
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Funciona mesmo?

Como a EMS já faz parte de protocolos de fisioterapia, se trata também de uma tecnologia muito estudada. Uma revisão da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), por exemplo, reúne estudos que apontam para ganhos em diferentes tipos de força e até aumento de massa muscular com a EMS de corpo inteiro, especialmente quando existe associação entre ela e o exercício físico.
Esses resultados, por sua vez, tendem a ser mais evidentes em quem tem dificuldade real de ativar o músculo de forma voluntária. Isso funciona, por exemplo, em casos de reabilitação, além de ajudar a manter o condicionamento físico mesmo com sessões curtas.
A EMS, porém, não é um atalho. Isso porque fortalecer o músculo é diferente de ganhar força máxima (ou seja, a maior carga que esse músculo consegue “vencer” de uma só vez. Nesse contexto, uma revisão elaborada pela Universidade de Alcalá, na Espanha, por exemplo, mostrou que a técnica é pouco eficaz para aumentar a força máxima, e não há evidências de que ela ajude a reduzir gordura corporal.
Dessa forma, a EMS é um recurso de reabilitação ou, no caso do uso em academias, de complemento ao treino, sem possibilidade de substituir a atividade física tradicional nem entregar resultados estrondosos sozinha.
Cuidados e contraindicações
Por provocar contrações musculares intensas, é importante ter cautela ao utilizar a eletroestimulação. Isso porque existe uma possível associação entre o uso exagerado (sessões muito intensas ou frequentes sem progressão para a adaptação adequada) e danos musculares.
Além disso, é importante entender que a tecnologia tem contraindicações importantes. Ela é desaconselhada para:
- Pessoas que usam marca-passo ou têm condições cardiovasculares como arritmia cardíaca, aterosclerose, hipertensão etc;
- Gestantes;
- Pessoas com epilepsia;
- Pacientes com doenças neurológicos ou distúrbios graves de coagulação (como hemofilia);
- Pessoas que estão com infecções ou inflamações ativas.
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Eletroestimulação na Green Life: esteira Shape Space

Na Greenlife, a eletroestimulação não acontece com o colete de corpo inteiro, e sim com um recurso “embutido” em um equipamento: a esteira Shape Space. Segundo a rede, essa esteira combina corrida a estímulos de vácuo, infravermelho, EMS e calor, tudo em uma mesma sessão que visa trazer um complemento ao exercício.
De acordo com a i-motion, fabricante espanhola do equipamento, o vácuo cria uma pressão negativa que faz os músculos trabalharem mais, enquanto o infravermelho eleva a temperatura (até 40°C), aumentando a transpiração, e a eletroestimulação aparece em uma calça de eletrodos integrada. A alegação da marca é que cada sessão gaste até 1.500 kcal.

A convite da Greenlife, Tá Saudável pôde testar o equipamento, que exige o uso de calça (para evitar queimaduras pelos eletrodos), o equipamento de EMS e uma espécie de saiote que ajuda a manter o vácuo. Uma vez na esteira, é possível ajustar o nível dos estímulos elétricos sobre a perna, além, também, dos programas de treino.
Durante a caminhada, a sensação é a de leves “choquinhos” em regiões como abdômen, glúteos e coxas. Nesse teste – que durou 30 minutos –, o painel estimou cerca de 685 kcal (mas como projeção de gasto progressivo para as próximas 48 horas, e não como total do treino).
Conteúdo patrocinado: reportagem produzida em parceria com a Greenlife.
