Charme para umas, estorvo para outras, as pintas e sardas fazem parte da vida de quase todo mundo. Nascidas por influência genética ou excesso de sol, elas podem ser clareadas ou retiradas, dependendo do gosto – e da necessidade – de cada uma. Veja agora os principais cuidados com essas manchinhas e saiba como proceder quando a presença delas indicar um problema de saúde mais sério. Antes é preciso fazer a diferenciação entre as duas:
Sardas ou efélides são manchas acastanhadas, puntiformes, que recobrem especialmente as bochechas, nariz, tórax anterior e posterior. São mais frequentes em pessoas de pele e olhos claros, normalmente ruivas ou loiras. O principal fator desencadeante é a luz solar: a pele se pigmenta para impedir a penetração dos raios.
Já as pintas podem ser congênitas ou não, e se desenvolvem em qualquer parte do corpo. O tamanho é variável, normalmente são mais escuras que as sardas e todo mundo tem entre dez e 25.
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Atenuando as sardas
Conforme explica a terapeuta dermato-funcional Fátima Pazos, da Clínica Pazos, no Rio, o pico de aparecimento das sardas ocorre no período que vai da adolescência até a idade adulta, fase a partir da qual ocorre uma diminuição da função dos melanócitos. Embora muita gente as considere um charme, efélides em excesso podem causar constrangimentos. Para atenuá-las, você pode utilizar substâncias clareadoras (à noite) contendo hidroquinona, ácido retinóico, ácido kójico e outros, complementando o tratamento com filtros solares pela manhã.
Peelings de ácido retinóico, ácido salicílico ou ácido tricloroacético também surtem bom efeito. Os principais tratamentos cirúrgicos são o laser e a luz intensa pulsada. Para a dermatologista Ana Cristina Fasanella, a segunda opção é excelente. “Representa um avanço tecnológico quando se fala do Rejuvelux Process nos tratamentos para imperfeições, manchas na face, pescoço, colo, mãos e antebraços. Oferece uma solução segura e não invasiva que pode ser programada para as condições próprias do tipo de pele, obtendo ótimos resultados estéticos”, reforça.
Os peelings químicos superficiais, complementa a médica, são aqueles feitos através de aplicação sucessiva durante sete dias a um mês e não necessitam de nenhum tipo de anestesia. Indicados para manchas leves e envelhecimento discretíssimo (a partir dos 30 anos de idade), raramente resultam em complicações médicas. Podem acarretar num leve ardor tolerável e discreta vermelhidão, dependendo da substância em questão, e nos três a quatro dias subseqüentes, uma descamação aceitável corrigida com hidratantes e o uso imperativo do filtro solar.
Novidade nessa área, principalmente para quem deseja eliminar manchas e rejuvenescer, é o método Biomedic: consiste na aplicação de um gel e um serum, em casa, por 15 dias. Depois é realizada a sessão no consultório. “Faz-se o peeling em camadas, de forma indolor, sem descamação visível. Ao fim de cinco sessões, a pele é outra”, garante a especialista. Denise Barcelos, da Clínica Paula Bellotti, recomenda ainda o Laser de Rubi e Triniti Ponteira SRA, o que há de mais moderno. Os preços variam de R$ 600 a R$ 1,2 mil (todas as sessões).
De acordo com o cirurgião plástico Vitório Maddarena Júnior, de São Paulo, as pintas (ou nevos) podem ser um local de desenvolvimento de câncer da pele, sobretudo o melanoma, que é um dos mais agressivos ao organismo. Os sinais iniciais são o aparecimento de coceira, inchaço, dor, sangramento ou mudança de tamanho e cor. A esteticista Lúcia Paiva, da Clínica de Ipanema, arremata: “Pode haver também queratose e formação de escamas”.
Ana Cristina Fasanella ratifica que pintas comuns são redondas e simétricas. Já as formas iniciais de melanoma são assimétricas, ou seja, uma linha traçada no meio da mancha não criará metades comparáveis. Além disso, os nevos comuns normalmente não ultrapassam seis milímetros de diâmetro, ao contrário do melanoma, que tende a ser maior. “O autoexame é a melhor maneira de se familiarizar com suas pintas. Com a ajuda de familiares ou amigos, examine a pele dando especial atenção à boca, costas, couro cabeludo e nádegas”, orienta.
Mesmo que não haja sinais de câncer, as pintas podem ser retiradas em qualquer momento, exceto se houver contraindicação. Por exemplo: gestantes devem aguardar o parto. A extração pode ocorrer através de eletrocoagulação (bisturi elétrico “queima” a lesão); criocirurgia (elimina-se a lesão pelo congelamento da mesma) e cirurgia convencional (com bisturi e pontos ao final).
Se a pinta apresentar alguma suspeita, ela deve ser retirada o mais breve possível e encaminhada para análise. A excisão cirúrgica oferece melhor resultado, pois garante o exame anatomopatológico da lesão removida. Mas o dermatologista Marcelo Bellini recomenda cautela: “Devemos avaliar a extensão e necessidade da extração, pois o procedimento pode deixar cicatrizes. No caso de pintas muito grandes fazemos acompanhamento como dermatoscopia (aumenta em 100 vezes o tamanho da pinta) e em alguns casos realizamos biópsia de pontos aleatórios da pinta para avaliar se existe alguma alteração”, diz. Após extração de pintas muito grandes, pode haver necessidade de realizar enxerto (retirar pele de outro local para cobrir a região).
Um outro tipo de alteração é a mancha senil, que aparece mais tarde, entre 45 e 60 anos de idade, principalmente nas mãos, braços e face. Os tratamentos mais comuns para essa ocorrência são laser ou nitrogênio líquido (aplica-se sobre a pele com jato ou ponteira com a temperatura de 172 graus negativos).
Nada de pânico: as técnicas cirúrgicas estão bem avançadas, deixando o mínimo de cicatriz. Ao qualquer sinal de anormalidade, procure o seu médico. Se descoberto no início, o câncer de pele tem grandes chances de cura. E o mais importante: evite a exposição solar e use sempre o protetor. E as mulheres negras, estão a salvo? Segundo Dr. Bellini, nesse tipo de pele não surgem pintas escuras nem sardas, mas podem aparecer pintas penduradas (acrocordons) nas axilas, virilhas e pescoço, além da acantose nigricante, pequenas pintas no rosto de aspecto mais escuro e áspero.
Disfarçando com maquiagem
Caso as finanças não estejam em dia para um tratamento mais caro, você pode simplesmente optar pela maquiagem para disfarçar as pintas. O maquiador Cristiano Veras, do Walter”s Coiffeur de Ipanema, alerta: esconder as sardas pode deixar o look muito pesado. “Minha dica é usar uma base bem fininha e, por cima, um blush rosado ou bronze, dando um ar de bonequinha”. O Dermablend, da Vichy, é um dos corretivos de maior cobertura e pode ser comprado em duas apresentações, uma mais suave e outra mais espessa para lesões evidentes.
Para Wilson Eliodório, make-up artist e consultor da marca Mary Kay, cobrir sardas é coisa do passado. “Elas são lindas e sempre dão um ar jovial. Mas caso você queira escondê-las, recomendo, primeiro, a higienização e preparação da pele com creme hidratante balanceado (R$ 49), seguido de espuma de limpeza facial (R$ 39). Depois vem a base líquida de cobertura média (R$ 35) aplicada com pincel e a finalização se dá com o pó mineral bronzeador (R$ 35), que contém vitaminas A, C e E e ajuda a proteger contra os radicais livres”.
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Serviço:
1 – Ana Fasanella – (11) 5051-2313
2 – Clínica de Ipanema – www.clinicadeipanema.com.br
3 – Clínica Paula Bellotti – (21) 2294-9514 e www.paulabellotti.com.br
4 – Clínica Pazos – (21) 3150-2819/2818 e www.clinicapazos.com.br
5 – Clínica Maddarena – (11) 5521-1007 e www.clinicamaddarena.com.br
6 – Marcelo Bellini – (11) 5908-0607 e www.corpoemevidencia.com.br
7 – Mary Kay – 0800 702 0738 e www.marykay.com.br
8 – Walter”s Coiffeur – (21) 2287-1906 e www.waltercoiffeur.com.br
9 – Wilson Eliodório Studio – (11) 3812-6448








