Alimentação 30 de junho, 2016 Por admin

De salto alto > Vários tipos de saltos

Geralmente, quando retiramos o salto, a tendência é termos dor. Isso acontece porque a musculatura posterior da perna, panturrilha e do pé está encurtada. O ideal, nesses casos é fazer um alongamento antes e depois de usar plataformas.

Talvez, diante de tantos males, você esteja pensando em radicalizar e abandonar de vez os saltos e virar adepta das rasteirinhas. Mas saiba que nem sempre essa é a melhor solução. Embora sejam bons para caminhar, pois distribuem a pressão da planta sobre todo o pé, os chinelinhos podem causar dores também. “Para segurar a sandália no pé, muitas mulheres flexionam os dedos. Acaba sendo tão doloroso e cansativo quanto um salto”, alerta a ortopedista Cibele Réssio. De acordo com ela, trocar o salto diretamente por uma rasteirinha pode ser sinônimo de muita dor na canela.

Eu mesma há cinco anos, caí com um plataforma de 10 centímetros, tive lesão ligamentar e fratura do maléolo posterior. Seis semanas de imobilização

Em contraponto a tantos argumentos contrários, um estudo italiano afirma que o salto, além de alimentar o fetiche masculino, provoca o relaxamento da musculatura da pélvis e pode auxiliar na chegada do orgasmo feminino. Foi o que afirmou a urologista italiana Maria Cerruto. Esse mês, a pesquisadora analisou 66 mulheres durante dois anos para chegar à conclusão. Mas guarde seu salto 15 no armário. Segundo Cerruto, a altura do salto não influi na melhoria da vida sexual. E para ela, o ideal é que o solado não ultrapasse os cinco centímetros de altura.

Conhecendo os saltos

Nem todos os saltos são condenados pelos especialistas. Como visto até agora, muitos trazem até mesmo benefícios para as mulheres, melhorando a circulação e o desempenho sexual. Segundo as entrevistadas, o tênis ainda figura entre o calçado mais indicado. “Ele diminui o impacto do passo, distribui a pressão plantar por todo o pé e não causa dor nem deformidades”, esclarece Cibele. Mas já imaginou colocar seu vestido longo com um tênis? O.K. Nada elegante! Então para a felicidade e beleza feminina alguns saltos possuem menos contra-indicações. É o caso do plataforma. Ao elevar a parte anterior dos pés, ele não sobrecarrega os dedos, nem a planta do pé e ainda diminui a contração da panturrilha.

Fique atenta apenas para as torções no tornozelo. “Eu mesma há cinco anos, caí com um plataforma de 10 centímetros, tive lesão ligamentar e fratura do maléolo posterior. Seis semanas de imobilização”, revela Cibele. Para não restarem dúvidas quando o assunto é permanecer nas alturas, listamos todos os tipos de salto e suas implicações.

Salto agulha (estileto) e fino: Considerado um dos mais elegantes e sexies, o salto agulha surgiu nos anos 50 pelas mãos do estilista Charles Jourdan. No entanto, é classificado pelos ortopedistas como o vilão-mor dos saltos altos. Esse tipo de plataforma reduz a sustentação do corpo exercida pelo calcanhar, sobrecarregando os dedos e a região plantar do pé. Ainda que possua os mesmos problemas do salto estileto, o modelo com salto fino achatado oferece mais equilíbrio que o tipo agulha.

Plataforma e anabela: Ficou famosa na década de 60 e ainda é muito procurada nos dias de hoje. Um dos calçados mais confortáveis, o plataforma distribui melhor a pressão do corpo sobre os pés. O formato da ponta, geralmente triangular, ajuda no movimento, impulsionando o corpo para frente. O único perigo são as torções e fraturas de tornozelo. Assim como o plataforma, o anabela é distribui melhor o peso do corpo e diminui a ocorrência de dores. Seu salto inteiriço é ideal para quem vai passar muitas horas em pé.

Quadrado e central: O salto quadrado é um dos preferidos da mulherada no dia-a-dia. Por oferecer apoio para o calcanhar, esse salto ajuda no equilíbrio do corpo, sem sobrecarregar os dedos dos pés. Já o salto central que sai do meio do calcanhar facilita o equilíbrio do corpo e deixa os dedos confortáveis.

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