Saúde 23 de setembro, 2019 • Por Novalgina

Como cuidar do seu filho quando está doente

Se adultos, que compreendem e sabem nomear os sentimentos, ficam naturalmente mais manhosos e carentes de atenção quando estão doentes, imagine só o que não ocorre com os pequenos… Quem convive com criança sabe: basta ficar doente para que, além da natural preocupação com o estado de saúde, ela também solicite mais atenção e carinho.

Esse quadro é natural e, junto com o tratamento médico adequado, as famílias devem dar também tratamento afetivo, com bastante acolhimento, carinho, colo e paciência.

Filho doente

Quando o pequeno apresenta um quadro instável de saúde, o primeiro passo é buscar ajuda médica – no pronto-socorro, caso seja urgente, ou por meio do agendamento de uma consulta médica com o pediatra.

Com o diagnóstico dado e o tratamento prescrito, no retorno para casa, é hora de enchê-lo do maior e melhor tratamento que uma criança pode receber: amor e cuidado.

Como cuidar de criança doente

Estando doentinhos, é natural que eles fiquem mais manhosos, indispostos e chorosos.

Banho para febre

A febre é sinal de que o corpo está trabalhando para matar o agente causador da doença. Por isso, se mesmo medicado ele segue febril, um banho com água em temperatura ambiente, morninha, pode ajudar a regular a temperatura e deixar a criança mais calma.

Comida especial para a falta de apetite

O apetite muitas vezes também muda. Nesse caso, é importante priorizar alimentos saudáveis e aqueles preferidos pela criança.

Os itens de fácil digestão são os mais indicados. Muitas vezes, leite, sucos, vitaminas, purês, sopas e cremes são as receitas mais aceitas nesse período. Evite preparos muito quentes para não provocar náuseas. A comida pode ser servida apenas morna.

Hidratação para a rápida recuperação

Tão importante quanto o tratamento medicamentoso e a alimentação, é a hidratação. A água é essencial para a recuperação de qualquer indivíduo.

Oferte o líquido várias vezes ao dia, em pequenas doses, e faça combinados para que a ingestão ocorra em quantidade satisfatória. Chás e águas saborizadas são alternativas muitas vezes bem aceitas.

Higienização

Embora quase não seja associada aos tratamentos de doenças, a higienização é essencial para o corpinho do seu filho. Aproveite esse período para limpar todos os itens utilizados por ele, inclusive os brinquedos e as roupas de cama.

Apoio emocional

Ficar doente não é legal. Por isso, torne o momento o mais agradável possível. Além de estar por perto, opte por fazer com o pequeno atividades que para ele são prazerosas e leves, como sentar no chão e ler ou contar histórias, cantar, desenhar, assistir desenhos e filmes ou apenas dar colo e carinho.

Tranquilidade

É natural que nesse período a criança fique menos paciente e mais irritada. Por isso, mantenha o ambiente todo tranquilo, limpo, arejado, com temperatura agradável e o mais silencioso possível. Manter o tom de voz baixo e sereno também ajuda o pequeno a se acalmar.

Como dar remédio para criança

Seguir a prescrição medicamentosa é parte essencial da recuperação. Tire todas as dúvidas sobre doses, horários e duração com a equipe de saúde.

Chegando em casa, pode ser que o pequeno apresente resistência ao ser medicado. Nesses casos, aposte em alguns truques e em hipótese alguma faça algum tipo de chantagem ou crie sistemas de recompensas. O diálogo honesto é sempre a melhor saída.

Para remédios de aplicação nos olhos, ouvido ou nariz, escolha um momento tranquilo para aplicar. Geralmente no quarto da criança, com ela deitada ou sentada na cama, enquanto conversa com os pais, é um bom momento.

Não é comum oferecer remédios em comprimidos para as crianças. Mas se esse for o caso, ensine-a a engolir com a ajuda de um pouco de água ou cheque com a equipe se o medicamento pode ser diluído em sucos ou papinhas, por exemplo.

Para as versões líquidas em ou em xarope, os tipos mais comuns, a saída é dar sempre em uma seringa, o que dificulta que a criança coloque para fora ou derrube parte do remédio, o que pode diminuir sua eficácia e afetar o tratamento.

Remédios em creches e escolas

Quando a criança está em um estado prostrado e com sintomas intensos, geralmente falta nas atividades escolares – e os pais, quando registrados em regime de CLT, têm sua falta abonada pelo empregador.

Mas quando os pequenos começam a melhorar, já estão dispostos e com o sistema imune fortalecido, a ida a escola volta a fazer parte da rotina da família. Muitas vezes, no entanto, os remédios ainda estão sendo tomados. Nesse caso, vale alinhar com a escola como será a continuidade do tratamento.

De acordo com as orientações do Departamento Científico de Saúde Escolar da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o primeiro passo é checar quais são as regras da escola. Muitas permitem a ida de um responsável para a administração dos medicamentos e outras possuem funcionários para fazer isso.

De acordo com a SBP, se a criança estiver em bom estado de saúde e a legislação local permitir, a criança deve ir à escola e o medicamento pode ser administrado por um profissional da instituição com os seguintes cuidados:

A receita deve ser enviada junto com uma anotação clara na agenda sobre as doses e horários; O remédio deve ser enviado em sua embalagem original e identificado com o nome da criança; É importante organizar os horários para que a criança receba na escola o menor número de doses possível para evitar equívocos, atrasos e esquecimentos;

Em caso de remédio de uso contínuo, é recomendado uma conversa de orientação entre pediatra, familiares e equipe pedagógica.

Fonte consultada e creditada

A febre é uma das principais preocupações dos pais com seus pequenos. É importante entender os motivos e as causas do aumento de temperatura, quando recorrer ao pediatra e quais os tratamentos mais indicados. Há quase 100 anos, Novalgina é seu aliado no cuidado da febre de toda a família.

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