Tem um jeito de tornar a batata frita ‘menos ruim’ à saúde: segredo está no jeito de fritar

Foi-se o tempo em que batata frita era pecado capital no cardápio de quem está de dieta ou prefere colocar batata-doce no prato. Um novo estudo mostra que o alimento ganha qualidade se for frito, mas, para garantir o benefício, é preciso fazer isso de um jeito especial.

Batata cozida ou frita: qual é mais saudável?

Os pesquisadores da Universidade de Granada, na Espanha, prepararam batata, tomate, berinjela e abóbora de cinco formas diferentes: fritos em azeite de oliva extravirgem, fritos em imersão de óleo, cozidos em água, salteados ou cozidos em uma mistura de água e azeite extravirgem.

Depois disso, eles analisaram o conteúdo de gordura, umidade, fenóis e 18 compostos fenólicos – que são substâncias com poder antioxidante – nos alimentos. Para efeito comparativo, eles também mediram a capacidade antioxidante nos vegetais crus.

Quantidade de antioxidantes em cada modo de preparo 

Os pesquisadores observaram que não há mudanças significativas na composição do alimento quando ele é cozido em água, água e óleo ou salteado.

Mas ao fritar os vegetais em azeite extravirgem, a quantidade de fenóis naturais nos alimentos aumentou significativamente. O motivo é a passagem desses antioxidantes do azeite para a comida durante a fritura.

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Os fenóis são antioxidantes intimamente relacionados à prevenção de doenças crônicas como o câncer, diabetes e alterações cardíacas, por isso, fritar um alimento com azeite o tornaria um alimento de qualidade nutricional.

Quantidade de calorias e gordura 

Vale lembrar que as calorias e a gordura também passam para o vegetal e, portanto, o alimento fica mais calórico se frito no azeite.

Como deixar os alimentos mais saudáveis