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Jovem de 13 anos está livre de leucemia dita "em estágio incurável" após terapia experimental

A britânica Alyssa, que tinha como única opção cuidados paliativos, foi a primeira paciente dos testes clínicos deste tratamento
Publicado 12 Dez 2022 – 11:47 AM EST | Atualizado 12 Dez 2022 – 11:47 AM EST
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Alyssa, de 13 anos, não tem mais leucemia detectável no corpo há seis meses Crédito: Reprodução/Great Ormond Street Hospital

Após esgotar os tratamentos disponíveis para um tipo raro de leucemia, Alyssa, de 13 anos, tinha um quadro considerado incurável, com cuidados paliativos como única opção.

Diante disso, porém, os médicos da jovem decidiram inscrevê-la nos testes de uma terapia inovadora – e, poucos dias após ser submetida à ela, Alyssa pôde finalmente comemorar a ausência de câncer no organismo, algo que já dura seis meses.

Jovem de 13 anos está sem leucemia após terapia inovadora


Em maio de 2021, a jovem britânica Alyssa, de apenas 13 anos, foi diagnosticada com um tipo raro de câncer no sangue. A leucemia linfoblástica aguda de células T foi descoberta após um longo período em que a menina apresentava um quadro de resfriados frequentes e fadiga – e, logo, ela foi submetida tanto a quimioterapia quanto a um transplante de medula óssea.


Apesar de ser possível curar este tipo de leucemia com estes tratamentos, porém, Alyssa logo teve a notícia de que o câncer havia voltado e, segundo os médicos, não havia mais outras formas de tratar o quadro, dando à ela apenas a opção de ser mantida em cuidados paliativos.

Segundo informações do hospital onde ela recebeu os tratamentos, Great Ormond Street Hospital (GOSH), em Londres (Inglaterra), foi então que Alyssa recebeu a proposta de se inscrever para os testes de uma terapia experimental – e, ao concordar, ela não apenas se tornou a primeira paciente do tratamento como também viu o câncer desaparecer.

Conforme explicado em um comunicado do próprio GOSH, a terapia em questão consiste na aplicação de células do tipo CAR-T de doadores saudáveis que são previamente “editadas” geneticamente de forma a identificar e matar as células cancerígenas.


Apenas 28 dias após receber o tratamento, Alyssa recebeu a notícia de que a leucemia não foi mais detectada em seu organismo – e agora, seis meses após realizar seu segundo transplante de medula visando restabelecer seu sistema imunológico, a jovem segue bem, se recuperando em casa.

Segundo os pesquisadores responsáveis, o quadro de Alyssa ainda precisa ser cuidadosamente monitorado durante um período para que ela possa realmente considerada curada. Ainda assim, porém, a situação representa uma grande conquista e muita esperança para outros pacientes terminais deste câncer.

O próximo passo, conforme a nota do GOSH, é recrutar outras dez pessoas com o mesmo tipo de leucemia que já tenham esgotado as possibilidades de tratamento. Caso a técnica se prove amplamente bem-sucedida, há a expectativa de utilizá-la mais cedo no tratamento de crianças com a doença, e adaptar a técnica para outros tipos da doença.

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