Hipnose: entre a vigília e o sono

Chamamos hipnose ao estado físico e mental ou conjunto de atitudes provocadas por um procedimento conhecido como indução hipnótica, um estado de superconcentração ao qual se chega por meio de instruções e sugestões prévias. Esse estado é fácil de conseguir na maior parte das pessoas e gera uma “mudança” no funcionamento da consciência.

A hipnose pode ser realizada por um hipnotizador ou pela mesma pessoa que deseja ser hipnotizada. Seu uso terapêutico é chamado hipnoterapia e é aplicado em diversas áreas como a saúde, a psicologia e a medicina. Trata-se, na maioria das vezes, de uma relação vincular entre duas ou mais pessoas. Na hipnoterapia, o terapeuta estabelece uma conexão com o mundo do paciente através das vivências do mesmo.

Entretanto, a hipnoterapia não é uma modalidade de terapia; é, sim, um complemento que ajuda a debilitar mecanismos de defesa, causando uma serenidade física e mental, e pode ser utilizado para o controle da dor, do peso, o comportamento cognitivo, entre outros. Também não se trata do domínio de uma mente sobre a outra; não é possível que o profissional obrigue o hipnotizado a fazer algo que não quiser. Este atinge uma atitude de concentração e relaxamento, enquanto o primeiro lhe indica como fazê-lo. Pelo mesmo motivo, diz-se que toda hipnose é uma auto-hipnose.

O estado de superconcentração é diferente do sono, já que nele não há perda involuntária de controle. O indivíduo é dono de si e só faz o que tem vontade.

O estado hipnótico produz relaxamento muscular e perda de atenção em tudo o que não é importante. Ademais, permite regredir no tempo, “gravar” mensagens detalhadamente, e o corpo da pessoa que é hipnotizada fica leve e pesado ao mesmo tempo

Contudo, a hipnose continua sendo investigada e há uma disputa sobre seu caráter científico. Experimente e veja seus resultados!