Saúde 27 de fevereiro, 2019 • Por

Esta é a melhor atividade física para quem tem endometriose e sente dor, diz médico

Cerca de 15% das mulheres entre 15 e 45 anos de idade sofrem com endometriose. Essa doença causa dor pélvica muito forte, ansiedade, estresse e até mesmo infertilidade.

O que é endometriose?

De acordo com o ginecologista Dr. Marco Aurélio Oliveira, membro da Comissão Nacional de Endometriose da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), no momento da menstruação parte do sangue que é eliminado passa pelas trompas e cai dentro da barriga. Esse sangue contém células que têm a capacidade de crescer em locais como o ovário.

A endometriose ocorre quando o sistema imunológico responsável pela defesa do organismo não consegue eliminar essas células – levando o endométrio – a camada interno do útero – a aparecer e crescer em outros locais.

Sintomas

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A dor da doença atinge 90% das mulheres que possuem o diagnóstico, segundo pesquisa realizada pelo ginecologista Edvaldo Cavalcante, em parceria com o Grupo de Apoio às Portadoras de Endometriose e Infertilidade (Gapendi). Mais de 3 mil mulheres entrevistadas nesta pesquisa também relataram estresse, ansiedade e 34% delas receberam diagnóstico de depressão.

O médico explica que, por ser uma doença crônica, a endometriose exige que a mulher adote uma série de estratégias que possam contribuir para melhorar a qualidade de vida e que a ajudem a lidar de uma forma mais positiva com a condição. E uma delas é a dança.

Dança para quem tem endometriose

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De acordo com a psicóloga Fátima Bortoletti, a dança é uma das melhores atividades físicas para quem sofre com a endometriose.

Ela aponta que dançar conecta o corpo, as emoções e o cérebro, porque a música ativa uma série de conexões neurais. Este processo estimula a liberação de hormônios, como a dopamina e a ocitocina, que são geradores das sensações de prazer e bem-estar.

A dança promove uma liberação de hormônios que são mais fortes do que aqueles ligados ao mecanismo da dor. Dessa forma, Fátima explica que dançar ajuda, e muito, a aliviar este sintoma, além de contribuir para diminuição da ansiedade e do estresse.

Autoestima e interação social

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Como a pesquisa mostrou, a autoestima é o aspecto mais afetado pela endometriose. Além disso, 84% das mulheres entrevistadas também citaram que deixam de realizar uma série de atividades por conta da doença, como, por exemplo, sair com os amigos ou com o parceiro.

A psicóloga explica que a dança entra neste cenário também como uma ponte para interação social, de modo a evitar que as mulheres se isolem socialmente – o que piora quadros depressivos ou ansiosos. Os tipos de dança podem ser os mais diversos, desde danças de salão, até em academia, o importante mesmo é dançar, de acordo com Fátima.

Outros cuidados

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A dança não é a única forma de tratamento para aliviar os sintomas de dor da endometriose. Além dos modos tradicionais, como cirurgia e interrupção da menstruação, a psicóloga também indica que mulheres pratiquem meditação terapêutica, além de procurar profissionais especialistas em psiconeuroendocrinoimunologia, uma ciência interdisciplinar que estuda a ligação entre a mente, o comportamento e os sistemas imunológico e endócrino.

Ela afirma que os pensamentos e as emoções afetam a resposta imunológica do corpo, o que impacta diretamente na saúde física. Por isso, para lidar com doenças crônicas com a endometriose, é necessário ter muita atenção a estes fatores que influenciam a bioquímica do organismo.

Saúde íntima

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