Embora seja importante para o funcionamento do organismo, ele pode retardar resultado de treinos
Quando o assunto é perder peso e ganhar definição muscular, é muito comum pensar em dieta rigorosa e treinos intensos. No entanto, existe um fator com impacto real sobre o emagrecimento: o cortisol, o chamado popularmente de “hormônio do estresse”. Entenda melhor abaixo:
Qual é a relação do cortisol e emagrecimento?

Primeiramente, é importante entender para que serve o cortisol. Isso porque esse hormônio produzido pelas glândulas adrenais desempenha funções importantes. Ajudar o organismo a metabolizar gorduras, proteínas e carboidratos, além de regular a resposta inflamatória e manter o equilíbrio entre sono e vigília, por exemplo, estão nessa lista. Porém, quando os níveis permanecem elevados por longos períodos, esse efeito pode ser justamente o oposto do desejado.
De acordo com especialistas, o cortisol age como um antagonista aos hormônios que favorecem a queima de gordura e o desenvolvimento muscular. Além disso, ele tem uma relação com a compulsão alimentar e a formação de tecido adiposo, especialmente na região abdominal.
Um estudo envolvendo cerca de 2.500 participantes mostrou que níveis elevados de cortisol foram associados a maior probabilidade de sobrepeso e obesidade. Em comparação com indivíduos com cortisol mais baixo, aqueles com níveis mais altos tinham entre 43% mais chance de estar acima do peso e 72% mais chance de obesidade.
Isso acontece pois o cortisol alto tende a gerar sintomas como:
- aumento do apetite e a vontade por alimentos ricos em açúcar e gordura;
- favorecimento do acúmulo de gordura visceral, especialmente na barriga;
- interferência na sensibilidade à insulina, dificultando o uso eficiente de glicose e estimulando o armazenamento de gordura.
Como controlar o nível de cortisol?
Para evitar problemas com o alto nível de cortisol, então, é importante adotar algumas mudanças na rotina como:
- sono de qualidade;
- rotina de exercícios, mas com tempo de descanso;
- práticas de relaxamento como meditação, respiração profunda e yoga;
- dieta composta por alimentos anti-inflamatórios;
- cuidado com os picos de glicose no sangue.









