Síndrome do Ombro Congelado: tudo sobre o sintoma pouco conhecido da menopausa

Questão de saúde têm relação com as alterações hormonais e pode limitar movimentos simples

Quando pensamos em sintomas da menopausa, é muito comum logo lembrar dos calorões, mudanças de humor e oscilação hormonal. No entanto, o que muita gente não sabe é que existe um problema menos comentado que pode surgir nessa fase: a Síndrome do Ombro Congelado. Embora seja pouco conhecida, ela merece atenção. Entenda.

O que é a Síndrome do Ombro Congelado?

(Crédito: freepik/freepik)

Como o nome mesmo sugere, a Síndrome do Ombro Congelado, também chamada de capsulite adesiva, é a dificuldade de realizar os movimentos que necessitam das articulações do ombro. Ela acontece devido a uma inflamação na cápsula articular que envolve o ombro, que endurece e fica espessa.

Com isso, a articulação perde mobilidade e se torna dolorosa. Dessa maneira, a pessoa passa a ter uma limitação para movimentos simples do dia a dia, como levantar o braço, vestir-se ou dormir com conforto.

Relação com a menopausa

Embora possa ocorrer em pacientes em diferentes fases da vida, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) do Ministério da Saúde aponta que ela é mais comum em pessoas do sexo feminino entre 40 e 70 anos de idade. Além disso, alterações hormonais, comuns na menopausa, podem influenciar nos processos inflamatórios e na saúde das articulações, o que teoricamente pode aumentar a suscetibilidade à capsulite.

Sintomas comuns

As principais queixas, sem dúvidas, são a dor e perda de movimento. No entanto, há uma evolução gradual desses sintomas que é dividida em três fases.

  • Primeira fase: dor forte, que piora com movimentação;
  • Segunda fase: conhecida como fase de congelamento, ocorre diminuição progressiva dos movimentos e a rigidez é mais incômoda que a dor;
  • Terceira fase: na fase de descongelamento, o ombro vai progressivamente retornando ao seu normal.

Tratamento

De acordo com o INTO, “duração da capsulite adesiva pode variar de 6 meses a 2 anos, sendo normalmente auto limitada”. Sendo assim, o tratamento é feito para acelerar a recuperação e amenizar os sintomas.

O protocolo varia de acordo com a preferência do médico e pode contar com:

  • uso de medicamentos analgésicos, antiinflamatórios ou até antidepressivos;
  • sessões de fisioterapia;
  • infiltrações de anestésico para bloqueio do nervo supra escapular;
  • tratamento cirúrgico, em casos mais graves.

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