Saúde 30 de junho, 2019 • Por

Hipnose: como é a técnica que pode tratar até doenças físicas

A Associação Brasileira de Psicologia define a hipnose como um estado de consciência que envolve atenção focada e consciência periférica reduzida, o que leva a uma capacidade maior de resposta a sugestões externas.

É comum pessoas acreditarem que a hipnose é um tipo de sono, mas os dois estados são absolutamente distintos e a tecnologia moderna comprova este fato a partir de achados eletroencefalográficos, que mostram ondas cerebrais de formas, frequências e padrões diferentes em cada caso.

Hipnose: como é

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A técnica da hipnose busca trazer inúmeros benefícios à saúde da pessoa, inclusive na cura de doenças físicas e emocionais. O processo faz com que o paciente encontre em si mesmo a força e confiança para enfrentar seus problemas e recuperar o equilíbrio e bem-estar com seu próprio corpo.

O ACT, Instituto Internacional de Hipnose explica que para aplicar a técnica clínica o profissional irá criar, em seu consultório de psicoterapia, uma atmosfera que favorece ao paciente acesso à informações reprimidas de seu inconsciente. Durante esse processo de transe é possível descobrir traumas de infância ou do passado e ao voltar ao estado normal de consciência esse sentimento, que pode ser a causa de alguma doença, é trabalhado.

A hipnose costuma ser feita por meio de escrita automática, estimulação de sonhos, regressão de idade, projeção do futuro, diálogos, hipnose relacionada ao psicodrama, hipnoanálise (terapia que combina hipnose e métodos psicanalíticos), entre outros métodos.

Hipnose serve para que?

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A hipnose foi contestada durante muito tempo, contudo existem pesquisas e estudos atuais que podem comprovar a eficácia deste método. Sabe-se, por exemplo, que ela é uma importante ferramenta na diminuição da dor, assim como no tratamento de problemas psiquiátricos.

Estudos mais antigos, como os realizados pelo psicólogo americano Alfred Barrios em 1970, revelaram dados surpreendentes. Ele comparou a efetividade terapêutica da hipnoterapia com a de outras duas modalidades: a psicanálise e a terapia comportamental. Os resultados são basicamente estes:

Conclusão

  • Enquanto na psicanálise foi possível atingir uma taxa de recuperação de 38% em uma média de 600 sessões; com a terapia comportamental a taxa média de sucesso no tratamento foi de 72%, em 22 sessões; com a hipnoterapia o índice de recuperação chegou a 93% em apenas 6 sessões;
  • Levando em consideração o tempo de cada tratamento, a psicanálise demandou em média onze anos e meio e a terapia comportamental cerca de seis meses. Por outro lado, o tratamento médio com a hipnoterapia foi de apenas um mês e meio.
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Entre as áreas de cura, as que possuem maior destaque, de acordo com o ACT Institute, são:

  • Tristeza profunda e apatia
  • Depressão
  • Traumas e baixa autoestima
  • Problemas com hábitos ruins, sobrepeso e tabagismo
  • Ansiedade intensa, medo e nervosismo
  • TOC
  • Insônia
  • Bruxismo
  • Enxaqueca
  • Transtornos alimentares

Alguns estudos recentes, no entanto, descobriram que a hipnose pode ser eficaz até mesmo no tratamento de doenças como a Síndrome do Intestino Irritável.

Mitos e verdades sobre a hipnose

Ainda hoje existe muita desinformação acerca da terapia com hipnose e ela é vista até mesmo como chacota em diversas produções de entretenimento. Contudo, é importante ter mais conhecimento sobre e entender alguns mitos e verdades sobre esta técnica. Abaixo segue uma lista respaldada na Sociedade Interamericana de Hipnose:

  • Hipnose e meditação não são sinônimos. Apesar de as duas técnicas alterarem o estado de consciência de uma pessoa, os objetivos são diferentes.
  • Transe não é o mesmo que sono profundo. No transe, a pessoa fica extremamente concentrada em algo específico, mas não está dormindo. Nesse estado, o paciente é capaz de conduzir seus pensamentos e pode lembrar-se de tudo que ouviu e falou. Já durante o sono, o paciente não tem controle sobre seus pensamentos e nem sempre se lembra do que sonhou;
  • Não é possível ficar preso no transe, isso é mito. Transe é um estado de concentração profunda. Se o paciente quiser abrir os olhos e falar, na maioria das vezes, conseguirá tranquilamente;
  • Durante a hipnose o paciente geralmente não fica inconsciente. A hipnose é um estado de consciência alterada, e não de inconsciência. Ou seja, uma espécie de atenção focada;
  • O hipnoterapeuta não tem poderes especiais. Ele é uma espécie de facilitador ou de mediador. É um conhecedor de técnicas específicas que podem ajudar o paciente a entrar em um estado de concentração propício às mudanças que quer ou precisa fazer em sua vida;
  • O hipnoterapeuta não pode controlar a mente do paciente. Durante o transe ele o ajudará, por exemplo, a ressignificar uma experiência vivida na infância que pode ter ocasionado um trauma ou uma fobia. O especialista apenas prestará auxílio, jamais controlará a mente do paciente;
  • Durante a hipnose não é possível apagar memórias. Pelo contrário, o paciente terá a oportunidade de recordar momentos que já estavam esquecidos. Essas lembranças são chamadas de hipermnésia.

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