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Dietas da longevidade: 5 tipos de alimentação que adicionam anos extra à sua vida, segundo estudo

Segundo este estudo, alimentação e longevidade andam lado a lado

Certos padrões alimentares estão associados à prevenção de doenças, enquanto outros são considerados nocivos. Mas, afinal, quais são os melhores quando o assunto é longevidade? Segundo um estudo robusto com dados de mais de 100 mil participantes com hábitos e resultados rastreados por mais de 10 anos, cinco dietas são consideradas mais vantajosas nesse sentido.

Conheça as cinco dietas que podem adicionar anos extra à sua vida e entenda por que elas são tão saudáveis:

As 5 dietas da longevidade, segundo a ciência

(Crédito: Clark Douglas/Unsplash)

Um estudo publicado em 2026 no periódico científico Science Advances sugere que seguir certos padrões alimentares ao longo dos anos pode fazer diferença na expectativa de vida. 

A pesquisa em questão, elaborada por um time de pesquisadores da China, do Reino Unido, da Austrália e dos Estados Unidos, utilizou dados de mais de 100 mil pessoas disponíveis no UK Biobank, um dos maiores bancos de dados de saúde do mundo. Com base nisso, foi possível avaliar hábitos de saúde e suas consequências ao longo de mais de uma década, entendendo quais dietas são mais vantajosas.

Para isso, cientistas avaliaram quanto o cardápio habitual de cada participante se aproxima de cinco padrões alimentares bem conhecidos, e determinaram quantos anos de vida, em média, cada um adiciona em comparação com dietas menos saudáveis. Conheça essas dietas:

Dieta mediterrânea

dieta saudável
(Crédito: Caroline Attwood/Unsplash)

Bastante famosa, esta dieta se baseia nos hábitos tradicionais de países mediterrâneos como Itália e Grécia. Ela valoriza o consumo de frutas, verduras, peixes e gorduras saudáveis (como azeite de oliva), enquanto limita carnes vermelhas, doces e alimentos ultraprocessados.

De acordo com o estudo, ter hábitos alimentares que se aproximam da dieta mediterrânea está associado ao ganho de 2.2 a 2.3 anos de vida.

Dieta de redução de risco de diabetes (DRRD)

Prato repleto de vegetais (Crédito: Ella Olsson/Pexels)

Focada em alto consumo de fibras e baixo consumo de açúcares e alimentos ultraprocessados, essa dieta enfatiza gorduras de boa qualidade, como as encontradas em peixes e oleaginosas.

Pessoas que se alimentam de forma próxima a essas diretrizes tendem a ganhar até 3 anos de vida, associação encontrada especialmente entre homens.

Dieta DASH (Abordagem Dietética para Combater Hipertensão)

(Crédito: KamranAydinov/Freepik)

Criada para ajudar no controle da pressão arterial, a dieta DASH prioriza vegetais, frutas, laticínios com baixo teor de gordura e grãos integrais, reduzindo o consumo de sódio e carnes processadas.

Esta dieta foi associada a um ganho de quase 2 anos de vida.

Dieta à base de plantas

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(Crédito: rawpixel.com/Freepik)

Essa abordagem destaca alimentos de origem vegetal (como verduras, legumes, frutas e grãos) como protagonistas da dieta, dando menor ênfase a produtos de origem animal. 

Segundo o estudo, segui-la está associado a um ganho de 2.1 anos a mais de vida em homens e quase 2 anos a mais em mulheres.

Índice Alternativo de Alimentação Saudável (AHEI)

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(Crédito: frolleinandersen/Unsplash)

Mais do que uma dieta específica, o AHEI é um índice que mensura a qualidade geral da alimentação com base em fatores nutricionais. Em geral, esse índice prioriza o consumo de frutas, verduras, legumes, oleaginosas, leguminosas, peixes e gorduras não-saturadas. Enquanto isso, ele “penaliza” o consumo de bebidas açucaradas, carnes processadas, excesso de carne vermelha, gorduras trans e sódio em excesso.

Esse padrão alimentar foi o que apresentou maior associação entre alimentação e longevidade, adicionando cerca de 4.3 anos a mais em homens e 3.2 em mulheres.

O que todas essas dietas têm em comum

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(Crédito: annapelzer/Unsplash)

Ainda que sejam padrões alimentares diferentes, essas dietas ou hábitos têm características em comum – e a hipótese é de que elas é que têm ligação com a longevidade. Sendo assim, bons hábitos para viver mais através da alimentação incluem:

  • Minimizar o consumo de alimentos ultraprocessados (como embutidos, por exemplo), já muito associados ao surgimento de doenças como câncer e mais;
  • Incluir muitas fibras, frutas, vegetais e gorduras saudáveis, todos ligados a um melhor funcionamento do intestino, controle de glicemia e mais fatores positivos;
  • Controlar o consumo de açúcares, hábito ligado a controle da glicemia, manutenção do peso saudável, entre outros.
  • Reduzir o consumo de carnes vermelhas, cujo excesso está ligado ao aumento do colesterol.

Alimentação não é o único fator, mas é importantíssimo

Outros hábitos, como os ligados à prática de atividades físicas, por exemplo, também têm relação com a prevenção de doenças e, portanto, com a longevidade. Ainda assim, o estudo apontou algo interessante: mesmo levando em conta fatores genéticos ligados à longevidade, os benefícios das dietas não desapareceram.

Isso significa que mesmo pessoas com predisposição genética menos favorável à longevidade ainda se beneficiam de manter padrões alimentares considerados saudáveis.

É importante frisar que o estudo não comprova uma ligação absoluta de causa e efeito, mas direciona as hipóteses para uma linha de raciocínio já muito estudada: a de que se alimentar com qualidade tem ligação com uma expectativa de vida maior de forma geral.

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