Socorro após infarto

Socorro em até 2 horas após infarto pode elevar chance de sobrevivência em até 90%: saiba como agir

Aos primeiros sinais de infarto, deve-se buscar o pronto atendimento mais próximo ou acionar o SAMU 192

Em caso de infarto, o atendimento de urgência e emergência é fundamental. Ao sentir dor no peito, suor frio, palidez e sensação de desmaio, é importante procurar o pronto atendimento mais próximo ou ligar para o SAMU 192 (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) o mais rápido possível.

O infarto agudo do miocárdio é a principal causa de mortes no Brasil, mas o socorro em até 2 horas pode elevar a chance de sobrevivência em até 90%. Os dados são da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

Sintomas de infarto

  • • Dor ou desconforto na região do peito, intensa e prolongada, podendo irradiar para as costas, rosto, braço esquerdo e, raramente, braço direito
  • • Sensação de peso ou aperto sobre o tórax
  • • Suor frio
  • • Palidez
  • • Falta de ar
  • • Sensação de desmaio

Em idosos, o principal sintoma pode ser a falta de ar. Pode também ocorrer sem sinais específicos, assim como em diabéticos. Qualquer mal-estar súbito merece atenção.

O que acontece após infarto?

Pós operatório cardíaco
(Crédito: Hospital de Bonsucesso/ Ministério da Saúde)

O infarto agudo do miocárdio, também conhecido como ataque cardíaco, acontece quando coágulos interrompem o fluxo de sangue no coração de forma súbita e intensa.

Sem esse fluxo de sangue, o órgão para de receber oxigênio e, consequentemente, é iniciado um quadro de morte celular. Quanto mais tempo o fluxo de sangue permanece interrompido, mais o coração sofre danos.

“Se o atendimento for rápido, os danos ao funcionamento do coração podem ser mínimos e o impacto na vida da pessoa será quase inexistente”, afirma o cardiologista Luiz Antônio Machado César, membro da SBC.

 “O atendimento e a aplicação do tratamento, envolvendo a desobstrução das artérias por cateterismo, devem ser aplicados o mais rápido possível para evitar desfechos de insuficiência cardíaca.”

Este texto contém informações da Sociedade Brasileira de Cardiologia e orientações do Ministério da Saúde.

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