Memória ruim: o que pode te deixar esquecidinho

Há quem nem precise tomar nota daquele compromisso, do aniversário dos amigos, do vencimento do aluguel e das senhas do cartão de crédito, do e-mail, Facebook e Twitter. Ufa! Ou será que eu esqueci de alguma coisa? 

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Segundo o médico Leandro Teles, especialista em neurologia pela USP, nossa capacidade de memorização depende de vários fatores, alguns modificáveis e outros, nem tanto. Entre eles está a questão genética.

“Alguns nascem mais predispostos a uma memória de elefante e outros são mais esquecidos. Esse fator não pode ser alterado, assim como a idade. Após os 55 anos ocorre um sutil declínio na capacidade de retenção da informação, apesar de pouco perceptível em pessoas saudáveis”, explica o profissional.

Memória ruim?

 O desempenho da memória está diretamente relacionado à nossa capacidade de atenção, foco e concentração. “Pessoas desatentas esquecem muito mais. A memória depende do grau de treinamento do cérebro”, afirma o especialista. Segundo ele, são inúmeros os fatores que estão ao nosso alcance e que podem tornar a memorização um processo mais confiável, tais como:

O que melhora a memória 

  • Sono; 
  • Alimentação;
  • Ritmo de vida;
  • Tipo de ambiente;
  • Tempo destinado às vivências relevantes;
  • Humor;
  • Hormônios;
  • Prática de atividades físicas; 
  • Fuga de hábitos e vícios prejudiciais;

Esquecer também é importante

Segundo o profissional, o que todo mundo quer é se lembrar dos fatos importantes e apagar o que é irrelevante. “O esquecimento é um sintoma comum de um amplo conjunto de doenças ou de hábitos de vida inadequados. Ao mesmo tempo, ele é fundamental para a manutenção do nosso poder de superação de traumas”, diz Teles.

Se o cérebro é um sistema biológico finito e aberto, precisamos fazer a nossa parte para que a memória trabalhe, em primeiro lugar, ao nosso favor. Alguns hábitos e atitudes podem contribuir, seja nos ajudando a lembrar ou a esquecer:

  • Faça uma coisa de cada vez;
  • Organize seu dia;
  • Dê tempo ao cérebro para identificar o que é importante ou não;
  • Trabalhe e estude em ambiente apropriado, silencioso, bem iluminado, organizado, com pouca competição de estímulos; 
  • Ao se deparar com algo importante para ser lembrado, avise seu cérebro. Fale mentalmente ou em voz alta e, quando estiver lendo um texto, circule, grife e destaque os trechos mais importantes; 
  • Faça associações mentais, crie regras mnemônicas e revise as informações; 
  • Invista no descanso do seu cérebro, durma bem, tire férias e se desligue de tempos em tempos;
  • Faça atividade física regularmente;
  • Evite medicamentos sem necessidade e não abuse do álcool;
  • Cuida da saúde da sua tireoide;
  • Gerencie sua ansiedade ou depressão;