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Ex-Fazenda alerta contra cigarro eletrônico após hospitalização por falta de ar: "Pagando o preço"

Nos últimos anos, o dispositivo foi ligado a milhares de casos de lesão pulmonar
Publicado 28 Jun 2022 – 03:35 PM EDT | Atualizado 28 Jun 2022 – 03:35 PM EDT
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Lucas Viana teve falta de ar por uso de cigarro eletrônico Crédito: @eulucasviana/Instagram/magicmine/iStock

Recentemente, o ex-Fazenda Lucas Viana, vencedor da 11ª edição do reality, usou as redes sociais para fazer um alerta aos fãs após ser hospitalizado com falta de ar. Conforme contou em uma série de vídeos, ele sentiu que as vias respiratórias estavam “entupidas” e teve de ser socorrido no meio de uma festa – quadro que, segundo ele, foi atribuído pelos médicos ao uso de cigarros eletrônicos, hábito conhecido como “vape”.

Lucas Viana é hospitalizado por uso de cigarro eletrônico


Usando a ferramenta Stories do Instagram, Lucas Viana veio a público recentemente para fazer um alerta. Segundo o ex-Fazenda, ele estava em uma festa quando foi acometido por falta de ar e teve de ser socorrido por paramédicos no local. “Me faltou o ar de um jeito surreal. Não vinha nada, parecia que estava entupido, não sei explicar. Fui socorrido, começaram a me dar oxigênio”, descreveu o influenciador, declarando já ter sido informado sobre a causa do problema.


Mostrando um cigarro eletrônico no vídeo, ele afirmou que o quadro aconteceu em decorrência do uso do dispositivo. “A gente nunca acha que vai acontecer. Hoje, aconteceu comigo. Amanhã, se você fuma, pode acontecer com você”, comentou Viana, que, ao chegar em casa, fez mais vídeos nos quais mostra o descarte de uma quantidade impressionante destes itens. “Se me faz mal, eu não vou querer para ninguém”, alertou.

De madrugada, na mesma noite, ele voltou a sentir falta de ar e, ao retornar ao hospital, contou detalhes do que aconteceu. “A vida inteira fui muito teimoso, não gosto de ficar no hospital. Quando me senti melhor, quis ir embora, só que acordei no meio da noite com muito mais falta de ar. Corri agora para o pronto-socorro e, desta vez, vou fazer tudo certinho. Exames, tudo o que tiver de fazer. O negócio é tenso”, disse ele.


Em meio aos exames, ele voltou a se dirigir aos fãs para lamentar o estado de saúde e fazer, novamente, um alerta contra os cigarros eletrônicos. “Estou pagando o preço por não ter escutado amigos, por não ter dado credibilidade a matérias que saíam a respeito de ‘vape’, cigarro eletrônico... Fica aí essa lição para vocês. Se você faz algum uso de cigarro eletrônico, não deixe chegar ao ponto de chegar a esse susto enorme como eu estou tomando, para decidir parar”, disse.

Riscos do cigarro eletrônico: o que já se sabe


Por ser um dispositivo relativamente novo, o cigarro eletrônico ainda não tem as consequências de seu uso completamente conhecidas por médicos. Ainda assim, nos últimos anos, inúmeros casos de problemas respiratórios ligados a substâncias presentes nestes itens passaram a ser documentados e já foi possível, segundo especialistas, concluir que o uso deles pode ser até pior que o uso do cigarro convencional.

Conforme explica médico Diego Ramos, pneumologista da clínica Medicina Interna Personalizada, em São Paulo, estes itens são responsáveis por um quadro batizado de EVALI (E-cigarrete or Vaping Product Use-Associated Lung Injury), sigla que designa uma lesão pulmonar especificamente associada aos dispositivos. Em geral, os sintomas incluem tosse, dor no peito, falta de ar, febre e problemas gastrintestinais, e o quadro pode evoluir para fibrose pulmonar, pneumonia, e insuficiência respiratória.


Além disso, ainda segundo o pneumologista Diego Ramos, o hábito de fumar o cigarro eletrônico pode agravar doenças pulmonares pré-existentes e está ligado, a longo prazo, ao surgimento tanto de tumores quanto de doenças cardiovasculares. Ainda que não se saiba o que exatamente causa a EVALI, estudos apontam que umectantes presentes no dispositivo, quando aquecidos, geram substâncias como formaldeído, descrito como cancerígeno.

Fora os danos potencialmente relacionados a substâncias presentes no item, o fato de o cigarro eletrônico ser mais confortável de se usar e mais socialmente aceito que o convencional o torna ainda mais perigoso. Isso porque, na ausência de uma fumaça malcheirosa como a do cigarro e de fiscalização, o uso tende a ser cada vez mais frequente e, hoje, já conquista até crianças.

Cigarro eletrônico

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