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Cantora opera a garganta e aponta "vape" como causa: "Estou com medo de usar, não vale a pena"

O dispositivo, segundo a cantora Doja Cat, foi um dos fatores responsáveis por piorar uma infecção nas amígdalas, gerando a necessidade de operá-las
Publicado 23 Mai 2022 – 12:18 PM EDT | Atualizado 23 Mai 2022 – 12:18 PM EDT
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Cantora Doja Cat afirma que uso de "vape" contribuiu para piora em quadro de saúde Crédito: MARIA ALEJANDRA CARDONA/Colaborador/Getty Images/6okean/iStock

Nos últimos dias, enquanto enfrentava uma infecção na garganta, a cantora norte-americana Doja Cat relatou aos fãs detalhes de uma piora grande no quadro. Conforme contou nas redes sociais, o abuso de álcool e do cigarro eletrônico enquanto tratava a infecção com antibióticos teria contribuído para a formação de um abcesso nas amígdalas – e, mesmo após drená-lo, a piora continuou, fazendo com que ela tivesse de passar por uma cirurgia para remover os órgãos.

Cantora relata piora de infecção na garganta após uso de “vape”


Recentemente em suas redes sociais, a cantora Doja Cat relatou aos fãs que vinha tratando com antibióticos uma infecção na garganta. Durante o tratamento, porém, ela foi surpreendida com a necessidade de drenar um abcesso em uma das amígdalas – algo que, segundo a cantora, aconteceu após ela não suspender hábitos como a ingestão de álcool e o uso de cigarro eletrônico, também conhecido como “ vape” durante o tratamento.

“O Dr. acabou de cortar minha amígdala esquerda. Eu tinha um abcesso nela. Minha garganta inteira esta ferrada então eu posso ter algumas más notícias para vocês logo logo”, disse a artista em seu perfil no Twitter, explicando também que, antes do procedimento, ela já estava com a garganta infeccionada, mas que observou uma piora ainda enquanto tomava os remédios.


“Minhas amígdalas infeccionaram antes do Prêmio Billboard e eu estava tomando antibióticos, mas esqueci que estava tomando, bebi vinho, usei o ‘vape’ o dia todo, aí comecei a ter esse crescimento horrível na amígdala, então tiveram de operar hoje”, relatou Doja Cat em outro post, assegurando os fãs de que, após a piora do quadro, ela passou a sentir medo de fumar o dispositivo e pretende suspender o hábito.

“Estou deixando de lado o ‘vape’ por um tempo e espero que não tenha mais vontade [de usar] depois disso. Estou com muito medo de usar porque minha garganta está doendo muito. Chorei por horas. Não vale a pena. Imagine toda aquela m**** estranha e venenosa do ‘vape’ entrando em uma ferida completamente aberta na minha garganta”, refletiu a cantora em outra série de posts.

Apenas um dia após o relato, porém, ela teve de ser submetida a outro procedimento - conforme contou, ainda no microblog, foi necessário realizar a remoção das amígdalas com urgência. “Infelizmente, eu tive de fazer uma cirurgia nas minhas amígdalas o mais rápido possível. A cirurgia é de rotina, mas a recuperação vai levar um tempo devido ao inchaço”, afirmou, informando o cancelamento sua participação em shows que aconteceriam em breve.

“Vape” é perigoso? O que sabe a ciência


Por não conter um odor desagradável em sua fumaça com o cigarro convencional, o cigarro eletrônico, também chamado de “vape” virou uma sensação, mas ele pode, segundo médicos, ser até pior que o comum. Apesar de a relação entre o uso do dispositivo e o agravamento de infecções na garganta como no quadro de Doja Cat não ter sido descrita pela ciência, outros males já foram descobertos – caso, por exemplo, da condição batizada de EVALI (E-cigarette or Vaping Product use-Associated Lung Injury).

Caracterizada como uma lesão pulmonar associada ao uso de dispositivos, a EVALI se manifesta em sintomas que vão desde tosse, dor no peito e falta de ar até problemas gástricos e febre, podendo evoluir para males como fibrose pulmonar, pneumonia e insuficiência respiratória. Segundo entidades de saúde como o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos Estados Unidos, milhares de casos da doença foram registrados nos últimos anos – e, entre eles, óbitos já foram documentados.

Além disso, estudos já apontaram também uma possível ligação entre o uso de cigarros eletrônicos e o surgimento de problemas cardíacos (como a formação de placas nas artérias e danos no revestimento dos vasos sanguíneos), bem como a possibilidade de o dispositivo aumentar em 15 vezes o risco de câncer.

Saúde

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