Incontinência urinária pode ser tratada com exercícios

Apesar de ser mais comum após a menopausa, a incontinência urinária pode afetar mulheres de todas as idades. Segundo o especialista em uroginecologia Paulo Polcheira, diretor da clínica Pelvi Uroginecologia, em Brasília, metade da população feminina irá desenvolver o problema ao longo da vida.

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“Gravidez e parto, prolapso de bexiga e uretra (bexiga caída), fraqueza dos músculos pélvicos, diabetes, sedentarismo, constipação e tabagismo são fatores que podem contribuir para o aparecimento da incontinência urinária”, lista.

No entanto, o especialista explica que as chances de a condição aparecer são maiores em mulheres de idade avançada. “O enfraquecimento dos tecidos genitais devido ao envelhecimento e a consequente diminuição dos hormônios femininos são um dos principais fatores que causam a incontinência urinária”, esclarece.

Sintomas

O problema pode aparecer de duas formas. Na Incontinência Urinária de Esforço (IUE), a mulher vivencia episódios de perda de urina ao tossir, espirrar ou gargalhar. Já na Incontinência Urinária de Urgência (IUU), os sintomas são um forte e repentino desejo de urinar, perda de urina antes de chegar ao banheiro e vontade de ir ao banheiro muitas vezes durante o dia ou à noite.

Dr. Paulo afirma que os tratamentos atuais permitem uma melhora entre 70% e 80% e que, em determinados casos, o exercício da região pélvica sozinho já pode curar o problema. “Algumas mulheres começam com um tratamento mais conservador, como a terapia física, reservando a cirurgia para casos específicos. Se o diagnóstico for rápido, a pessoa não precisa fazer a cirurgia imediatamente”, diz.

Tratamento para incontinência urinária

O problema pode ser tratado da forma conservadora, através da fisioterapia e o uso de medicamentos, ou por meio de cirurgias minimamente invasivas.

O objetivo da fisioterapia é treinar e fortalecer os músculos da pélvis para que eles tenham maior capacidade de contração e consigam impedir a perda involuntária de urina quando houver aumento da pressão sobre a bexiga. “Os músculos do assoalho pélvico são tão importantes quanto qualquer outro músculo do nosso corpo, mas, muitas vezes, esquecidos por nós. Se não forem trabalhados, tornam-se fracos com o avançar da idade, e, como consequência, surge a perda urinária”, explica a fisioterapeuta Patricia Diniz, responsável pelo Serviço de Fisioterapia Pélvica Feminina da Pelvi Uroginecologia e Cirurgia Ginecológica.

Exercício para combater incontinência urinária

Tente fazer o seguinte exercício em casa:

Deite de barriga para cima, flexione os joelhos e apoie os pés no chão, deixando-os afastados. Relaxe o abdome e contraia os músculos do ânus. Conte até cinco e solte. Repita o exercício 50 vezes diariamente. Para um nível maior de dificuldade, coloque uma almofada entre os joelhos.