iogurte grego

Iogurte grego é mais saudável que o natural? Qual o melhor?

Versão mais concentrada e com menos soro, o iogurte grego é ótima opção para o café da manhã e lanches entre refeições

O iogurte pode ser um alimento coringa na nossa dieta, especialmente para quem tem o costume de fazer lanches entre as refeições principais. Mas quem já foi ao mercado comprar um sabe da grande variedade de opções.

Se não considerarmos os sabores disponíveis, dá para focar em dois tipos de iogurte: o natural e o grego. Mas será que existe diferença entre os dois?

Iogurte grego vs. Iogurte natural

iogurte natural
(Crédito: daen_2chinda/ Unsplash)

Ambos são alimentos saudáveis e ótimas fontes de proteínas, vitamina D, cálcio e probióticos importantes para nossa microbiota”, explica a nutricionista Nagila Damasceno, coordenadora geral do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo 

Sendo assim, o tipo grego é tão saudável quanto a versão conhecida como natural. A diferença fica mesmo na consistência.

O iogurte natural tem mais soro de leite do que o grego, que acaba sendo mais concentrado e menos líquido.

Mas atenção: nem toda marca de iogurte tem versões saudáveis para um consumo diário!

Processamento do iogurte faz diferença

As recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira, referência para uma alimentação saudável, levam em consideração o nível de processamento dos alimentos.

Um iogurte, seja natural ou grego, pode ser minimamente processado ou ultraprocessado

Alimentos in natura ou minimamente processados devem ser a base da nossa alimentação. Já os ultraprocessados devem ser evitados por serem nutricionalmente desbalanceados.

“O consumidor deve fazer uma boa leitura do rótulo para saber o que está comprando. A leitura da lista de ingredientes, geralmente apresentada em letrinhas pequenas, logo abaixo da tabela nutricional, é muito importante, pois os ingredientes listados estão em ordem de quantidade presente naquele iogurte.”

Para a produção de um iogurte, bastam dois ingredientes: leite e fermento lácteo. Tanto para a versão natural quanto o grego. Mas ao olhar os rótulos, podemos encontrar uma lista muito maior de ingredientes.

O problema é que, além de ingredientes naturais como creme de leite, mel, açúcar, frutas e baunilha – dos iogurtes minimamente processados -, há muitas marcas que contam também com amido, preparado industrializado de fruta, estabilizantes, aromatizantes, acidulante ácido cítrico, corante e assim vai – iogurtes ultraprocessados.

Essas versões devem ser evitadas e substituídas pelos iogurtes que têm menos ingredientes. De preferência, aqueles com dois ingredientes”, orienta a especialista.

A exceção fica para as pessoas com restrições. As versões sem lactose, para quem tem intolerância ao açúcar do leite, por exemplo, devem conter também a enzima lactase na lista de ingredientes. Essa enzima que ajudará a digestão.

Receita caseira de iogurte grego

iogurte
(Crédito: freepik/ Freepik)

Infelizmente, quando falamos em iogurte grego, ainda é difícil encontrar marcas que usem apenas os dois ingredientes básicos e ainda tenham preço acessível.

Por outro lado, dá para fazer em casa usando apenas 1 litro de leite para cada 100 ml de iogurte natural* – mas aí tem de escolher uma versão feita só com leite e fermento lácteo, ok?

  • • Ferva 1 litro de leite e deixe esfriar até ficar morno.
  • • Misture o iogurte natural em um pouco do leite morno. 
  • • Acrescente aos poucos o restante do leite.
  • • Mantenha por 8 horas em local abafado, como o forno do fogão ou micro-ondas.
  • • Após as 8 horas de descanso, coloque uma peneira sobre uma travessa funda e, sobre a peneira, um pano de prato limpo. 
  • • Despeje a mistura de leite e iogurte no pano e mantenha na geladeira por mais 6 horas para escorrer todo o soro.
  • • Passado esse tempo, estará pronto.

Na versão mais natural, o iogurte grego fica mais azedo, então é possível combinar com ingredientes como geleia natural de fruta para adoçar e dar sabor.

*A receita é para 10 porções de 100 ml de iogurte grego e foi pensada pela equipe de nutricionistas da Unidade de Nutrição do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás.

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