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"Dieta da longevidade": veja como é alimentação para viver mais, segundo estudo

Cardápio para ter uma vida mais longa deve ser rico em leguminosas, vegetais e grãos integrais
Publicado 11 Mai 2022 – 02:43 PM EDT | Atualizado 11 Mai 2022 – 02:45 PM EDT
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Prato saudável Crédito: Daisy-Daisy/Getty Images/iStockphoto

Uma revisão de centenas de estudos sobre nutrição, doenças e longevidade mostrou que uma dieta com mais carboidrato, menos proteína animal e períodos de jejum pode garantir vida mais longa.

Conduzida por cientistas da University of Southern Californa e da University of Wisconsin, a pesquisa foi publicada na revista Cell em 28 de abril de 2022.


A análise incluiu dietas populares, como a de restrição de calorias totais, a dieta cetogênica (com alto teor de gordura e baixo teor de carboidratos), dietas vegetarianas e veganas, além da dieta mediterrânea.

Além de examinar os dados de vida útil de estudos epidemiológicos, a equipe vinculou esses estudos a fatores dietéticos específicos que afetam várias vias genéticas reguladoras da longevidade e marcadores de risco de doenças. Assim os pesquisadores chegaram ao que chamaram de “dieta da longevidade”.

Como funciona a "dieta da longevidade"

De acordo com os cientistas, entre as principais características da “dieta da longevidade” estão moderada a alta ingestão de carboidratos de fontes não refinadas, baixa, mas suficiente ingestão de proteína, além de gorduras vegetais suficientes para fornecer cerca de 30% das necessidades energéticas.


Idealmente, as refeições do dia ocorreriam dentro de uma janela de 11 a 12 horas, permitindo um período diário de jejum. Além disso, um ciclo de 5 dias de jejum ou dieta que imita o jejum a cada 3 ou 4 meses também pode ajudar a reduzir a resistência à insulina, pressão arterial e outros fatores de risco para indivíduos com maiores chances de desenvolver doenças, segundo os pesquisadores.

De forma prática, o cardápio da “dieta da longevidade” deve conter muitas leguminosas, vegetais e grãos integrais, um pouco de peixe e frango, quase nada de carne vermelha, bons níveis e azeite e nozes e baixo teor de açúcar e grãos refinados.


Além das características gerais, a “dieta da longevidade” deve ser adaptada aos indivíduos com base no gênero, idade, estado de saúde e genética, afirmou em comunicado Valter Longo, um dos autores do estudo. Pessoas com mais de 65 anos, por exemplo, podem precisar aumentar o consumo de proteína para combater a fragilidade e a perda de massa corporal magra.

A “dieta da longevidade” não é uma restrição alimentar destinada apenas à perda de peso, mas um estilo de vida focado em retardar o envelhecimento, que pode complementar os cuidados de saúde padrão e, como medida preventiva, evitar doenças e manter a saúde na idade avançada, apontou Longo.

Alimentação e saúde

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