Teor de cacau, quantidade de açúcar e qualidade nutricional dos ingredientes faz com que o chocolate possa ser aliado ou vilão de uma alimentação saudável
O chocolate nem sempre é o vilão de uma vida saudável. Ele pode ajudar na saciedade, contribuir para a sensação de bem-estar e está associado até a benefícios para o coração e metabolismo. Mas os ingredientes usados no preparo podem atrapalhar tudo.
O Tá Saudável conversou com especialistas que afirmaram que o chocolate mais saudável é aquele com alto teor de cacau, preferencialmente com 70% ou mais, pouco ou nada de açúcar e o menos processado possível.
Ingredientes do chocolate

Para confirmar essas informações, é importante olhar a lista de ingredientes do chocolate.
Pela legislação brasileira, o chocolate é o produto obtido a partir da mistura de:
- Massa, pasta ou liquor de cacau
- Cacau em pó ou manteiga de cacau
- Outros ingredientes
O que foge à regra é o branco. Esse não tem massa de cacau e é produzido apenas da mistura da manteiga de cacau com outros ingredientes.
Para ficar de olho

“O primeiro ingrediente da lista deve ser a massa ou liquor de cacau”, orienta o nutricionista Gabriel Moliterne, do Hospital Albert Sabin.
“O primeiro item é o que se encontra em maior quantidade naquela composição. Se o primeiro item é o açúcar, então o açúcar é o que está mais concentrado naquele chocolate. Se o primeiro item é o cacau, então é ele que está em maior concentração”, explica o nutrólogo Marcio Passos.
Outro alerta é que porcentagem alta de cacau não evita alto teor de açúcar. Neste caso, vale conferir a informação nutricional também.
Além disso, vale avaliar as gorduras que são usadas na composição além da manteiga de cacau.
Aditivos dentro do chocolate
Além de ficar de olho na porcentagem de cacau e quantidade de açúcar, é interessante entender quais outros ingredientes compõem o produto.
“Assim como qualquer alimento industrializado, é melhor priorizar uma lista de ingredientes curta, com poucos aditivos, como aromatizantes e emulsificantes”, complementa a nutricionista Lívia Maria Prudente de Almeida, do Hospital Samaritano Higienópolis.
“A porcentagem de cacau indica o potencial de compostos benéficos, mas só faz diferença se o chocolate for bem feito”, conclui Gabriel.
Inclusive, é possível encontrar opções de chocolate sem aditivos, mas costumam ser mais caros.
Chocolate na dieta

De forma controlada, em pequenas quantidades, é possível manter o chocolate na alimentação – até mesmo sem atrapalhar um processo de emagrecimento.
Deve-se controlar o consumo porque é um alimento que não é isento de caloria e gordura. Além disso, ele não deve substituir outros alimentos nutritivos.
Quanto de chocolate comer?

A recomendação do nutricionista Gabriel é consumir cerca de 30g a 50g de chocolate por semana. “É suficiente para aproveitar os benefícios sem prejudicar a saúde.”
A nutricionista Lívia dá a dica de fracionar pelos quadradinhos que costumam vir nas barras. Ela geralmente recomenda de um a dois quadradinhos após o almoço e/ou jantar.
Mas é sempre importante ter em mente o objetivo da dieta. Se apenas manter uma alimentação saudável, se precisa perder gordura ou ganhar massa muscular, por exemplo. A partir disso, ajustar a quantidade e frequência do consumo de chocolate.
O consumo em excesso, especialmente quando é um chocolate com açúcar e rico em gordura, pode causar danos à saúde, como gerar resistência insulínica, aumentar gordura corporal e impulsionar problemas de colesterol.









