Quem já recebe tratamento para obesidade nesses locais poderá receber o Wegovy pelo SUS caso as instituições julguem a abordagem necessária
Pessoas com obesidade grave atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) poderão receber tratamento com Wegovy, uma das “canetas emagrecedoras” à base de semaglutida. A iniciativa, que é parte de um estudo internacional para avaliar os impactos do uso do remédio aliado a acompanhamento multidisciplinar pelo sistema público, acontecerá em três centros no Brasil. Saiba mais abaixo:
Três centros do SUS terão Wegovy para pacientes com obesidade

Anunciado recentemente, um projeto entre a farmacêutica Novo Nordisk e o governo da Dinamarca contemplará o Brasil com o medicamento Wegovy ofertado no SUS. O Programa Global de Acesso Equitativo vai disponibilizar esse remédio para obesidade em três centros de referência do País com o objetivo de entender melhor o tratamento da doença pelo sistema público de saúde.
A iniciativa faz parte de um estudo que também engloba as Ilhas do Pacífico e a própria Dinamarca. Aqui, ele será conduzido no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre, no Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE), no Rio de Janeiro, e em um terceiro que ainda não está definido.
Isso significa que pacientes que já estão em acompanhamento nessas unidades poderão receber o Wegovy pelo SUS (ou seja, gratuitamente) ao longo do tratamento de obesidade. Cada instituição está responsável por estabelecer os critérios com que o remédio será receitado de acordo com protocolos clínicos já existentes.
Objetivo do estudo com Wegovy pelo SUS

Essa iniciativa terá o acompanhamento do Ministério da Saúde, que pretende avaliar o uso da semaglutida injetável (que é um agonista de GLP-1, também utilizado no Ozempic e em outras “canetas emagrecedoras” ou medicamentos para diabetes tipo 2) para o controle de peso a longo prazo em pessoas que convivem com a obesidade.
A ideia é entender se a combinação entre medicamentos modernos e cuidado estruturado, incluindo acompanhamento multidisciplinar com profissionais capacitados, pode melhorar a saúde de pacientes e reduzir complicações associadas à doença, como questões cardiovasculares, internações e necessidade de tratamentos complexos.
Além disso, o estudo vai gerar dados que orientam futuras políticas públicas acerca do tema – incluindo a possibilidade de ampliar o acesso a terapias para obesidade pelo SUS. Atualmente, nenhuma das “canetas emagrecedoras” é acessível pelo sistema público de saúde, e um mês de tratamento com elas pode custar até R$3.8 mil, dependendo do medicamento escolhido e da dosagem.









