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Sintomas de Wanessa em crises de pânico mudaram e a confundiram: como identificar

Cantora voltou a manifestar sintomas após 15 anos sem crises de pânico, mas com sintomas muito diferentes.
Publicado 12 Abr 2022 – 05:37 PM EDT | Atualizado 12 Abr 2022 – 05:37 PM EDT
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Wanessa comentou novas crises de pânico Crédito: Podpah / YouTube

Wanessa sofre com crises de pânico desde muito jovem. Em entrevista ao podcast "Podpah", a cantora de 39 anos acontou que devido a várias questões pessoais, ela voltou a manifestar sintomas após 15 anos sem crises. Porém, ela sentiu sintomas muito diferentes do que estava acostumada.

Associado ao estresse, traumas e ansiedade, as crises de pânico são muito mais comuns do que imaginamos e podem se manifestar de várias formas. Alguns sintomas, por exemplo, são muito mais comuns do que imaginamos.

Como as crises de pânico de Wanessa mudaram?


Wanessa contou sobre os novos sintomas que sentiu nessa “segunda fase” de crises de pânico. Segundo a artista, foi difícil reconhecer o que estava acontecendo, pois sentia coisas muito diferentes.

"Descobri que o pânico muda. Ele não tinha nada a ver com os sintomas de quando tive (no passado, há 15 anos). Era uma tontura que eu não tinha, e um arrepio... Meu corpo entrou em choque". No passado, Wanessa chegou a usar medicamentos para enfrentar os sintomas.

Segundo a organização médica americana Mayo Clinic, esses são apenas alguns dos sintomas mais comuns da crise de pânico, que também incluem:

- Medo da perda de controle e morte;
- Aceleração cardíaca;
- Tremores;
- Falta de ar;
- Náuseas ou dores abdominais;
- Dores no peito;
- Dores de cabeça;
- Sentimento de desconexão com a realidade.

Reconhecimento de gatilhos

Ao descobrir que sofria de pânico, Wanessa entendeu quais os gatilhos que desencadeiam suas crises. "Não posso ficar num lugar vazio, parada. Eu preciso focar minha mente em alguma coisa, sempre".

Atualmente, ela consegue se prevenir quando sente uma crise a caminho em momentos inoportunos — como no trânsito ou durante o trabalho.

Wanessa expôs um pouco dessa realidade durante as gravações de "É o Amor: Família Camargo ", série documental sobre sua família.

“No meio da série, estou lá gravando, começo a ter crise. E a câmera ligada. Falei: 'não vou desligar'”. Para Wanessa, essa decisão foi importante para alertar e conscientizar sobre o transtorno.

Pandemia e traumas desencadearam pânico em Wanessa

Por 15 anos Wanessa se via livre do pânico. Porém, com o avanço da pandemia, o estresse começou a aumentar. "Minha cabeça ficou bagunçada, eu jurei que era o fim do mundo. Aí o pânico começou a voltar. Vieram crises e crises".

Além do choque com a nova realidade imposta pela Covid-19, outros fatores contribuíram com as crises. No fim de 2020, a cantora sofreu com a perda de seu avô, Francisco. Pouco depois, no início de 2021, Wanessa sofreu um aborto espontâneo, o que desencadeou uma depressão. A cantora também revelou no podcast que perdeu amigos para a Covid-19.

Segundo informações da Mayo Clinic, eventos traumáticos, como a perda de entes queridos, estão entre as principais causas de síndrome do pânico. Outros fatores de risco são históricos de abusos, mudanças de vida, excesso de cafeína e cigarro ou histórico familiar da síndrome.

Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em 2020 verificou "a elevada proporção de ansiedade" entre os brasileiros desde o começo da pandemia. Logo na primeira etapa do estudo, foi verificado que 86,5% dos 17.491 indivíduos pesquisados enfrentavam a condição em decorrência da crise de saúde global.

Em dezembro de 2020, o termo "coronafobia" foi cunhado pela primeira vez, pelo Asian Journal of Psychiatry. No estudo, a organização de psiquiatria asiática avalia o “medo decorrente da pandemia” como uma questão de saúde mental a ser observada nos próximos anos.

Diagnóstico correto ajuda a tratar crises de pânico


Assim como Wanessa, que atualmente faz terapia semanal, o tratamento do pânico pode ser feito com ou sem medicamentos.

Segundo informações da instituição médica Cleveland Clinic, a psicoterapia no eixo comportamental pode ajudar a enfrentar e reduzir ataques de pânico. O reconhecimento de gatilhos e uma nova postura sobre eles pode reduzir e até parar as crises.

O uso de medicações prescritas, como antidepressivos, também pode ser concomitante. Para obter o tratamento correto e lidar adequadamente com o transtorno, é essencial consultar um médico e buscar opções assertivas para cada caso.

Síndrome do pânico e ansiedade

Segundo a Anxiety & Depression Association of America, associação que estuda ansiedade e depressão nos Estados Unidos, a ansiedade é o transtorno mental mais comum dos EUA, afetando 40 milhões de adultos no país.

A ansiedade, também segundo a associação, é uma reação comum ao estresse, podendo se manifestar de várias formas.

No caso dos transtornos de pânico, é estimado pela ADAA que 6 milhões de adultos sofram com a condição só nos Estados Unidos, sendo as mulheres duas vezes mais suscetíveis à condição que os homens.


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