Evento criou expectativa de lançamento de “nova geração” de canetas emagrecedoras, mas substância retatrutida ainda não foi aprovada

Venda e uso de retatrutida, “versão mais poderosa” do Mounjaro, é proibida: ainda está em fase de testes 

Evento criou expectativa de lançamento de “nova geração” de canetas emagrecedoras, mas substância ainda não foi aprovada

Um evento em Ciudad del Este, no Paraguai, no fim de fevereiro, gerou um desentendimento em torno da retatrutida, substância que promete ser a “nova geração” das canetas emagrecedoras, mas ainda está em fase de testes e não foi aprovada por nenhuma agência reguladora do mundo.

A farmacêutica paraguaia Eticos reuniu influenciadores, inclusive brasileiros, e, durante o evento, anunciou que está trabalhando em um novo medicamento com a retatrutida. Apesar de terem escrito “próximamente” (“em breve” em português) na embalagem ilustrativa, o anúncio fez com que circulasse na internet a informação de que a marca estaria lançando o medicamento.

Retatrutida segue em testes

A patente da retatrutida é da farmacêutica norte-americana Eli Lilly. A empresa está na fase 3 dos testes com a substância.

Apesar disso, instituições brasileiras já tiveram de tomar atitudes contra o uso indevido de produtos que afirmam ter a retatrutida – apesar de não comprovarem que possuem a substância de fato.

Além da apreensão de medicamentos  pela Polícia Rodoviária Federal, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou uma resolução em que proíbe a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e o uso de todos os lotes e marcas de retatrutida.

A medida é necessária porque, sem a conclusão dos estudos com a substância, é impossível atestar a segurança do uso do medicamento e nem mesmo assegurar que outras marcas, além da Eli Lilly, estejam usando realmente a retatrutida nos produtos.

Posicionamento Eticos

Anúncio ReduFast, retatrutida
(Crédito: Reprodução/ Instagram @nutri_gabriel.toledo e @crysgabiatti)

Dona do medicamento Lipoless, que também é proibido pela Anvisa por falta de registro, a Eticos afirmou que “nenhum produto farmacêutico é ou será lançado ao mercado sem a aprovação prévia das autoridades regulatórias internacionais”. Na nota, ela não citou a retatrutida ou o novo produto, chamado de ReduFast

O empresário brasileiro Renato Cariani, que esteve no evento e participou da revelação do novo produto da empresa, foi às redes sociais para afirmar que a ação não se tratou de um lançamento, mas de um “anúncio de que a indústria já está trabalhando no desenvolvimento de todos os processos necessários para que, no futuro, venha a lançar o produto ReduFast.”

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