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Falta de vitamina D pode aumentar o risco de desenvolver demência, diz estudo

Pesquisa genética mostra que risco da condição chega a ser 54% maior entre pessoas com carência do composto
Publicado 24 Jun 2022 – 04:03 PM EDT | Atualizado 24 Jun 2022 – 04:03 PM EDT
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Vitamina D Crédito: Valeriy_G/Istock

A vitamina D atua na regulação do cálcio e do fosfato no organismo e, por isso, é sabido que sua deficiência pode causar grandes prejuízos à saúde dos ossos. Mas esse não é o único problema provocado pela falta do composto.

Uma recente pesquisa realizada pela Universidade do Sul da Austrália mostrou que a falta de vitamina D também pode ser responsável por um aumento no risco de demência ao longo da vida. E mais: em alguns casos, a doença poderia até ser prevenida se houvesse uma elevação do nível da vitamina no organismo.

Relação entre falta de vitamina D e demência


Publicado no The American Journal of Clinical Nutrition, o trabalho científico analisou dados de 294.514 participantes do Biobank do Reino Unido e usou um método inovador conhecido como randomização mendeliana, que parte da variação de genes com funções conhecidas para avaliar ligações causais entre um fator de risco e uma doença.

Na nova pesquisa, a técnica foi utilizada pela primeira vez para testar a relação entre a baixa vitamina D e demência. A conclusão foi de que os níveis diminuídos do composto estavam associados a volumes cerebrais menores e a um aumento direto no risco da doença degenerativa.

A análise genética mostrou que o risco para demência, elevado em 54%, é consequência direta da deficiência de vitamina D e que uma intervenção para elevar a taxa do composto poderia prevenir casos da condição.


“Nosso estudo é o primeiro a examinar o efeito de níveis muito baixos de vitamina D nos riscos de demência e derrame, usando análises genéticas em uma grande população”, afirmou em comunicado a professora Elina Hyppönen, principal autora do estudo.

De acordo com a pesquisadora, a demência é uma doença progressiva e debilitante que pode devastar indivíduos e famílias. “Se formos capazes de mudar essa realidade garantindo que nenhum de nós seja severamente deficiente em vitamina D, poderíamos mudar a saúde e o bem-estar de milhares de pessoas”, disse Elina.

Ciência e saúde

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