Doença ginecológica crônica benigna, a adenomiose consiste no crescimento do tecido endometrial dentro do músculo do útero e que provoca inflamação das paredes do órgão, causando sintomas como dor, sangramento e cólicas fortes, especialmente durante a menstruação. Se não tratada, a adenomiose pode deixar a mulher infértil.

O tratamento definitivo para a adenomiose é a cirurgia de retirada do útero. No entanto, como o procedimento não é indicado para mulheres que ainda pretendem engravidar, existem outras opções para amenizar os sintomas, como uso de medicamentos e um dispositivo chamado DIU medicado.
DIU que trata adenomiose

O DIU medicado (também conhecido pelo seu nome genérico LNG-20) é uma opção de tratamento controlado da adenomiose, afirma a ginecologista Barbara Murayama, do Hospital 9 de Julho, de São Paulo.
De acordo com a médica, o DIU medicado é um dispositivo de plástico, em forma de T, que contém levonorgestrel, um tipo de progesterona que ajuda a evitar o desenvolvimento do endométrio, e alivia os sintomas da doença do endométrio, como cólicas intensas e sangramentos.

O tratamento com o dispositivo, segundo a ginecologista, tem mostrado eficácia e chega a evitar até 70% das cirurgias. Entre dois e três meses após a sua inserção espera-se uma melhoria sintomática, entretanto recomendamos que o tratamento se complete seis meses.
Além da ação sobre o endométrio, o DIU medicado pode garantir melhora da contratilidade uterina, diminuição da perda sanguínea e redução da cólica. Em alguns casos, o dispositivo chega até mesmo a bloquear por completo a menstruação.

O DIU medicado pode ser usado pela maioria das mulheres que não desejem engravidar e também como forma de manutenção do tratamento após a cirurgia, caso ela tenha sido feita de forma conservadora, preservando o útero.
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