Cozinhar ao menos uma vez na semana está associado a menor risco de demência em idosos, diz estudo

Como uma atividade física que também gera estímulos cognitivos, cozinhar pode contribuir para a saúde do cérebro

Pesquisadores acompanharam idosos ao longo de seis anos no Japão e concluíram que o hábito de cozinhar ao menos uma vez por semana está associado a um menor risco de demência.

De acordo com os autores, a atividade pode contribuir para a saúde cerebral por combinar estímulos físicos e cognitivos. O estudo foi publicado na revista científica “Journal of Epidemiology & Community Health”.

Estudo sobre cozinhar e demência

Benefícios de cozinhar
(Crédito: freepik/ Freepik)

De forma geral, cozinhar ao menos uma vez por semana foi associado a uma redução de 30% no risco de demência, mas chegou a 70% entre aqueles que eram iniciantes na cozinha – e, consequentemente, eram mais estimulados cognitivamente. A comparação foi feita com quem cozinhava menos de uma vez por semana.

Os pesquisadores acompanharam 10.978 pessoas com 65 anos ou mais entre 2016 e 2022. Nesse período, 1.195 casos de demência foram identificados. 

A associação foi observada independentemente de outras atividades realizadas pelos idosos acompanhados. Para o estudo, os especialistas consideraram não apenas o ato de cozinhar em si como também o planejamento e o ato de sair para comprar os ingredientes para preparar os alimentos.

Segundo o que os autores puderam levantar, este é o primeiro estudo a fazer uma associação entre o hábito de cozinhar e o risco de demência. 

O resultado de menor risco com a atividade sendo realizada ao menos uma vez por semana, porém, é consistente com as descobertas de outros estudos sobre atividades associadas à redução de risco para declínio cognitivo ou demência em adultos mais velhos.

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