Estudos mostram que, mesmo quando estamos realmente tentando prestar atenção em alguma coisa, em certo momento, cerca de metade de nós vai cair em um devaneio. É por isso que o psiquiatra Judson Brewer defende que os processos de aprendizagem para mudança de hábitos mais eficientes são baseados na recompensa, ou seja, nos chamados reforços positivo e negativo.
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Isso acontece quando se avista um pouco de comida que parece ser gostosa. O cérebro pensa: “calorias”, ou melhor, “sobrevivência”. E, assim que você come a comida, prova que o gosto é bom (especialmente, se há açúcar), então, o corpo envia um sinal para o cérebro que diz: “lembre-se que você está comendo e onde encontrou essa comida.”
Memória e recompensa
É assim que você recorre a esta memória dependente de contexto e aprende a repetir o processo na próxima vez. Vê o alimento, come, se sente bem e repete. Gatilho, comportamento, recompensa.
Depois de um tempo, seu cérebro engenhoso vai pensar: “você bem que poderia, da próxima vez que se sentir mal, tentar comer algo gostoso para se sentir melhor, já que sabe o que é/onde está”. Você usa o mesmo processo, apenas com um gatilho diferente. Em vez de ter um sinal de fome vindo do estômago, este sinal emocional – ficar triste – é um gatilho para vontade de comer.

O mesmo acontece com cigarro. Você vê e acha legal, fuma para ser legal, se sentir legal. Repete. Gatilho, comportamento, recompensa. E cada vez que você pratica a recompensa, aprende a repetir o processo, que acaba virando hábito. Então, mais tarde, quando se sentir estressada, os gatilhos que disparam são para fumar um cigarro ou para comer alguma coisa doce.








