A atriz global Márcia Martins Alves, conhecida como Márcia Cabrita, morreu na madrugada desta sexta-feira (10), aos 53 anos de idade, em decorrência de complicações da um câncer no ovário. A informação foi confirmada pelo hospital Quinta D’Or, no Rio de Janeiro, onde a atriz estava internada.
Cabrita descobriu a doença em 2010, quando passou por um procedimento cirúrgico para retirar o útero e o ovário e iniciou o tratamento de quimioterapia.
A atriz ficou mais conhecida pelo papel de Neide Aparecida no programa humorístico Sai de Baixo, no qual atuou entre 1997 e 2000. Márcia também trabalhou em novelas, como Sete pecados” (2007) e “Morde & Assopra” (2011), ambas da Rede Globo.
Seu último papel na televisão foi como Narcisa, personagem que interpretou na novela global “Novo Mundo” entre março e setembro deste ano.
Câncer de ovário
O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) afirma que o câncer nos ovários é o terceiro mais comum entre as mulheres e 70% delas chegam aos hospitais com a doença em estado avançado.
O que é a doença?
É um tumor maligno alojado nos ovários e pode ser divido em diferentes tipos, tendo como mais comuns o germinativo e o epitelial. “O câncer de ovário germinativo é mais comum nas jovens, enquanto o epitelial acomete mulheres com mais de 40 anos”, explica a ginecologista Angélica Nogueira, presidente do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos.
De todos os casos, 15% tem herança genética, afirma a especialista. Ainda segundo Angélica, as mais recentes publicações das organizações mundiais de saúde recomendam que toda paciente com câncer de ovário seja encaminhada a um rastreamento genético para certificar se a causa da doença tem origem na mutação dos genes.

Sintomas
Os sintomas do câncer de ovário são facilmente confundido com os de outras doenças, o que atrasa seu reconhecimento. De modo geral, os sinais aos quais as mulheres devem ficar atentas são: idas constantes ao banheiro para urinar, alterações dos hábitos intestinais, inchaço anormal do abdômen, dor na região pélvica, sensação de saciedade e enjoo.
A importância do diagnóstico precoce
A vitória contra a doença depende, sobretudo, do diagnóstico precoce. Segundo a ginecologista, entre 70% e 80% das pacientes não ultrapassam os cinco anos de vida após a descoberta da doença, já que a taxa de cura está diretamente ligada ao diagnóstico precoce.
Por isso, é importante ficar atenta aos possíveis sintomas e procurar um especialista da área, além de fazer corretamente os exames de rotina.
“Quando uma paciente começa a sentir os sintomas do câncer de ovário, ela geralmente não procura um ginecologista porque acha que o problema é gastrointestinal. Assim, ela acaba passando muito tempo tratando o problema errado”, explica a especialista.
“Sem técnicas de rastreamento da doença, a mulher, quando procura um ginecologista, já está com a doença em estágio avançado”, comenta.

Sem testes de rastreamento especifico, a única forma de prevenir a doença é o conhecimento. Em caso de suspeita, a mulher deve procurar um ginecologista, que, se identificar a suspeita de câncer, irá investigar o caso.
Os médicos costumam pedir um exame de imagem do abdômen total – ultrassom, tomografia ou ressonância magnética – e um exame de sangue específico – CA1245.
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