Síndrome pode causar certa confusão, por isso, é importante saber os seus sinais
Você decidiu dar um gás na academia e decidiu levar o seu corpo ao limite? Dispensa os descansos e sequer pensa se a sua dieta está de acordo com o que seu organismo tem precisado? Então, você pode estar sofrendo de overtraining.
Cada vez mais discutido nas academias e comunidades fitness, o termo ainda causa muita confusão. Sendo assim, é importante esclarecer alguns pontos.
O que é overtraining?
Overtraining nada mais é do que uma síndrome em que o corpo não consegue se recuperar adequadamente. Isso acontece devido ao excesso de treinos intensos e à falta de descanso. Consequentemente, você passa por uma queda no desempenho, cansaço constante e esgotamento físico e mental.

De acordo com a Revista de Educação Física, esse quadro envolve treinar com muita frequência ou intensidade por longos períodos, aumentar o ritmo dos treinos de forma muito rápida e continuar se exercitando mesmo com dor ou sintomas de cansaço extremo. No entanto, na prática, o período para o reestabelecimento do músculo não é adequado ao estímulo que ele recebeu. Com isso, o corpo pode apresentar alguns sinais como:
- alterações metabólicas,
- redução da performance,
- alta incidência de lesões,
- problemas de imunidade,
- dores musculares,
- fadiga crônica,
- dificuldade para realizar atividades do dia a dia,
- frequência cardíaca de repouso elevada,
- hipoglicemia,
- queda da libido,
- alterações de humor,
- insônia.
Além disso, os sintomas podem ser ainda mais graves, como náuseas, vômitos e urina escura, podendo indicar rabdomiólise, o que exige avaliação médica imediata.
Embora seja comum para quem está realizando um treino com um objetivo muito grande, essa não é uma síndrome que afeta apenas atletas. Pessoas comuns, por exemplo, podem passar por um exagero na frequência ou carga na expectativa de emagrecer ou ganhar massa magra mais rapidamente.
Prevenção
É possível se prevenir de um quadro como esse, apenas seguindo equilibrada. Sendo assim, aposte em:
- uma rotina que respeite, ao menos, um dia de descanso por semana;
- aumento da carga de forma gradual sendo de, no máximo, 10% da carga por semana;
- cuidados com a alimentação, focando em ingerir uma quantidade de calorias adequada para o seu esforço e reparação muscular;
- hidratação adequada;
- registros da sua evolução;
- um acompanhamento profissional.
Tratamento
Para o tratamento, sugere-se uma interrupção nos treinos, que pode variar para cada pessoa. Exercícios de baixa intensidade e que não estejam ligados ao esporte que causou a síndrome também podem fazer parte da nova rotina, bem como terapia. Além disso, a retomada deve acontecer com carga e frequência reduzidas.









