Tomar banho de gelo após a atividade física é visto como benéfico por muitos – mas é preciso cautela na hora de considerar aderir
A crioterapia – também conhecida como banho de gelo – é uma prática cada vez mais comum. Há anos, ela vem ganhando adeptos fervorosos inclusive entre famosos como Cauã Reymond, Jason Momoa, Jade Picon e Virginia Fonseca. Mas, afinal, para que serve? Funciona mesmo?
Entenda abaixo o que se sabe sobre o banho de gelo após o treino, as evidências apontadas por estudos e especialistas e também os possíveis riscos da prática:
Banho de gelo: quais são os benefícios?

Parece agoniante, mas, para muitos, entrar em uma banheira cheia de gelo logo após treinar é uma prática que oferece conforto e alívio. Quem pratica a chamada crioterapia nessas banheiras visa a recuperação muscular após o exercício e também o alívio das dores causadas pelo treino. Mas, afinal, isso é verdade?
Diversos estudos sobre a prática indicam que a imersão na água fria (entre 10 e 15°C) por cerca de dez minutos tem potencial para reduzir o que se chama de dor muscular de início tardio. Se trata daquela dor que costuma aparecer um ou dois dias após um treino intenso. A redução da fadiga e o melhor desempenho em exercícios também são uma promessa.
Ainda assim, é preciso enfatizar que há limitações nessas evidências. Algumas revisões e ensaios controlados não encontraram diferenças, por exemplo, entre os efeitos da imersão em água fria e de outras formas de recuperação – como descanso ou banhos quentes.
Riscos do banho de gelo

Além disso, alguns estudos sugerem que a imersão imediata em água fria após treinos de força podem, na realidade, diminuir a síntese de proteínas pelo corpo e as adaptações do músculo aos exercícios. Isso acontece porque o estresse inflamatório inicial pós-treino é parte do que promove o crescimento do músculo – e, ao atenuá-lo, o frio também pode prejudicar o processo.
O choque causado pela rápida mudança de temperatura também pode oferecer riscos para algumas pessoas. É o caso, segundo a American Heart Association, de quem tem problemas cardiovasculares, cujo organismo pode sofrer uma espécie de choque diante da imersão em água gelada. Nesses casos, pode haver aumento rápido da frequência cardíaca, elevação da pressão arterial e mais problemas.
Sendo assim, a prática da crioterapia tem potencial para trazer benefícios, mas eles não são confirmados cientificamente, apenas a partir de experiências individuais. Além disso, antes de iniciar a prática, indica-se buscar aconselhamento médico, especialmente se já houver o diagnóstico de problemas cardiovasculares.










