Uma nova doença que surge: alergia ao Wi-Fi

por | set 22, 2011 | Saúde

A tecnologia, que surpreende por suas inovações, está causando surpresa também à comunidade médica mundial, e grande controvérsia, devido a uma nova doença que surge: alergia ao Wi-Fi.

O Wi Fi, ou a rede de internet sem fios, pode esconder mais um perigo à saúde humana por conta da modernidade de sua criação. Ocorre que os sinais emitidos por quase todos os cantos, pode desencadear alergia em pessoas que sejam sensíveis a um dos feixes deste sinal eletromagnético.

O estudo realizado nos Estados Unidos mostra que pelo menos 5% das pessoas que estejam expostas à este tipo de sinal, pode desenvolver a alergia. Trata-se de uma condição denominada Hipersensibilidade Electromagnética.

Os sintomas são cãimbras musculares, dor de cabeça, ou dores crônicas.

Médicos americanos alertam que os sintomas podem ser agravados pelo exposição contínua também aos sinais de telefones móveis – que são muito fortes, e até mesmo aos sinais de satélites.

A americana Diane Schou, uma das pessoas que sofre com a alergia, contou à rede BBC News, que entre os sintomas iniciais, sentiu o rosto ficar vermelho, dor de cabeça, visão turva, e uma dor intensa quando tentava pensar. Com a evolução dos sintomas, passou a ter dores no peito.

Tentando reduzir os efeitos, Diane Schou fez alterações em casa, colocando uma proteção impermeável de ondas eletromagnéticas. Mas a medida foi insuficiente, e a americana foi obrigada a mudar-se para uma cidade no interior, longe de tanta exposição às redes Wi-Fi, como medida de proteção à própria saúde.

Vários casos semelhantes começam a ser diagnosticados.

A polêmica já se instalou, e enquanto paises como Suiça e Suécia, acreditam na existência da condição como maléfica para a saúde humana, cientistas do Reino Unido preferem esperar por mais comprovações. Alguns médicos ingleses defendem, inclusive, que esses sintomas não passam de reações psicossomáticas.

Já a organização americana Powerwatch, que verifica os efeitos dos campos eletromagnéticos, afirma que entre 3% e 4% da população mundial sofre sim desta hipersensibilidade.

Enquanto isso, a Organização Mundial da Saúde, a OMS, se posicionou, afirmando que não há diagnosticos médicos claros, ainda. Primeiro, há que ter uma base cientifíca antes de nominar a hipersensibilidade como doença, oficialmente.