Pele áspera, “dermatite”: câncer de mama surgiu nessas 4 famosas dando sinais ocultos

por | out 11, 2018 | Saúde

Você provavelmente sabe que o surgimento de um caroço nos seios pode ser o primeiro sintoma do câncer de mama notado pela mulher. O que pouca gente sabe é que não é apenas dessa forma que a doença dá sinais. Algumas famosas que enfrentaram a doença revelaram sintomas pouco conhecidos que as permitiram descobrir o câncer e fazem alerta importante.

Famosas que tiveram câncer de mama com sinais ocultos

Gislene Charaba: mudança na pele

Em 2016, Gislene Charaba, a Miss Acre 2003, descobriu um tumor na mama, já com 7 cm. O principal sinal da doença foi incomum: uma mudança na pele do seio.

Dois anos antes, Gislene havia sido informada sobre a presença de nódulos nas mamas por seu ginecologista, mas que provavelmente não eram nada demais. Em março de 2016, entretanto, um dos nódulos aparentava ter crescido e com a pele ao redor escurecida e enrugada – similar ao aspecto de casca de laranja.

Era o sinal do câncer na mama. Do tipo hormonal, o tumor de Gislene responde bem ao tratamento, feito com quimioterapia, uma cirurgia e sessões de radioterapia.

Além disso, a metástase se deu pela proximidade da mama com o osso, o que significa que as células cancerígenas não se espalharam pelo corpo.

Patrícia Pillar: vermelhidão parecendo “dematite”

TV Globo

No final de 2001, a atriz Patrícia Pillar descobriu que estava com um tipo raro da doença. Chamado de doença de Paget, essa categoria de câncer se manifesta na região externa da mama – como o mamilo ou a auréola.

Na época, Patrícia contou à imprensa que o tumor se assemelhava a uma dermatite nos seios, com vermelhidão na superfície das mamas e agradeceu o médico por ter tratado o caso como câncer e não como um simples problema de pele.

Durante o tratamento, a atriz precisou passar por cirurgia para remoção do tumor, quimioterapia e hoje em dia está curada da doença.

Heloisa Villela: pressão nos seios

Outra jornalista que tornou público seu caso de câncer foi a repórter da Record Heloisa Villela.

Em entrevista ao VIX, Heloisa contou que estava de férias em Portugal em agosto de 2017 quando começou a sentir uma leve pressão na mama direita ao se mexer na cama. Por ser correspondente internacional e morar em Nova York há 30 anos, achou melhor voltar para o Brasil e procurar um médico para investigar o sintoma.

Aqui, o especialista responsável pela jornalista analisou o caso e então solicitou uma mamografia, exame que mostrou que a repórter tinha um tumor na mama e, em seguida, solicitou uma biópsia, que constatou o câncer.

Heloisa passou por seis sessões de quimioterapia, duas cirurgias e mais algumas sessões de radioterapia e hoje a doença está controlada.

Giuliana Rancic: alterações no organismo

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Giuliana Rancic, conhecida por ser um dos rostos do canal de celebridades norte-americano E! Entertainment Television, sempre desejou ser mãe. Para isso, a jornalista recorreu a um tratamento de fertilização in-vitro com o intuito de engravidar.

Contudo, ao passar por exames que verificavam a viabilidade da FIV, em 2011, o médico de Giuliana constatou alterações no organismo dela que indicavam a presença de tumores. Assim, foi solicitado uma mamografia, que confirmou a doença da apresentadora do E!.

Com o diagnóstico em mãos, Giuliana optou por uma dupla mastectomia para erradicar não só o tumor, como qualquer risco de que a doença retornasse no futuro.

Ah, e o desejo da apresentadora de ser mãe foi realizado. Em 2012, ela e o marido anunciaram que esperavam o primeiro filho com a ajuda de uma barriga de aluguel.

Sintomas ocultos do câncer de mama

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São pelo menos 6 os sintomas ocultos do câncer de mama, sendo que muitos deles não têm nada a ver com nódulo nos seios.

Confira os principais:

  • Mamilo expelindo secreção – Esse é um dos sinais que pouca gente conhece. Por isso, fique atenta caso qualquer líquido saia dos mamilos sem que você esteja em período de amamentação. Isso pode acontecer quando a mulher tem câncer de mama e as células cancerígenas estão muito próximas dos ductos mamários.
  • Inchaço nas axilas ou perto do pescoço – Se ao redor do seu pescoço ou em suas axilas surgir um inchaço estranho sem explicação e que seja duradouro, pode ser um sintoma de câncer de mama. Isso pode acontecer porque essas são regiões onde ficam os gânglios linfáticos, que fazem parte do sistema imunológico. Se eles incham, pode ser um alerta de que estão tentando combater um câncer de mama.
  • Formato, peso ou tamanho dos seios mudaram – Se você notar que o formato dos seus seios, mesmo que seja de um só, mudou, procure um médico. O tamanho ou o peso diferentes também são sinais de alerta. É possível, claro, que sejam alterações benignas, mas também podem indicar câncer. Somente exames e acompanhamento médico poderão responder.
  • Mamilo diferente – não só as mudanças nos seios, mas nos mamilos também podem indicar a doença. Se você notar que seu mamilo mudou sem motivo, tem um novo formato, está em outra posição ou até ficou “invertido”, pode indicar que há um tumor por trás provocando a retração.
  • Seios avermelhados – Se surgiu uma vemelhidão semelhante a uma inflamação, também fique alerta. A doença de Paget, um tipo de tumor que fica atrás do mamilo, tem esse sintoma que toma conta do bico do seio. Qualquer erupção cutânea na área é motivo para procurar um médico com urgência.
  • Pele áspera – Se os seios apresentam um aspecto de casca de laranja, pode indicar um dos tipos mais raros de câncer de mama. Ele dá sinal através da alteração na pele porque as células causadoras da doença entopem os canais linfáticos. Isso provoca uma inflamação e pequenas depressões na superfície da mama.

Não confie somente no autoexame

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O autoexame das mamas costuma ser muito recomendado para o diagnóstico do câncer de mama. Ele é realmente importante e deve ser feito, mas é importante saber que ele não deve ser sua única forma de investigar as mamas. O exame do toque pode não mostrar nenhum caroço, ou, quando você sentir esse sinal, pode ser que o câncer já esteja avançado demais.

Por isso, o melhor acompanhamento é com a mamografia de rotina, sempre com indicação de um médico. A recomendação é para as mulheres de 50 a 69 anos, que devem fazer o exame a cada dois anos. Porém, é possível ainda fazê-la antes dessa idade, caso a mulher já tenha predisposições ou desconfie de outros sinais.

Por vezes o ginecologista também pode investigar os seios através de ultrassom mamário.

Ou seja: independente da sua idade, vá ao médico ao menos uma vez ao ano para que ele possa investigar se está tudo bem com suas mamas.

Câncer de mama: entenda melhor

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O câncer de mama é tido, hoje em dia, como o segundo tipo de mais comum de câncer mundo, atrás apenas do de pele. No Brasil, 50 mil novos casos são registrados anualmente, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) – sendo a estimativa para 2018 é que 59.700 pessoas sejam diagnosticadas com a doença no país.

É importante entender que o câncer de mama acontece pelo aumento de células anormais nos seios, fruto de mutações genéticas que afetam a capacidade de divisão e reprodução das unidades celulares.

Essa desordem do organismo ocorre por diferentes motivos, como a quantidade elevada de hormônios estrogênio e progesterona. Outros fatores de risco que propiciam o aparecimento de tumores mamários são:

  • Predisposição genética hereditária (mutação dos genes BRCA1 /BRCA2)
  • Histórico familiar de câncer
  • Primeira menstruação precoce (antes dos 12 anos)
  • Menopausa tardia (após os 55 anos)
  • Gestação tardia (após os 30 anos)
  • Nunca ter engravidado
  • Nunca ter amamentado
  • Radioterapia prévia na região do tórax
  • Apresentar mamas densas na mamografia
  • Obesidade
  • Sedentarismo
  • Alcoolismo
  • Tabagismo
  • Terapia de reposição hormonal prolongada
  • Uso de anticoncepcional com estrogênio e progesterona
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Apesar de trazer sustos e medos, o câncer de mama é uma doença possível de ser deixada para trás. Quando diagnosticado precocemente tem chance em 98% de cura.

Os recursos para a cura do câncer envolvem a hormonoterapia, a quimioterapia, a radioterapia, a radioterapia, a cirurgia para remoção de tumores na mama e até mesmo hábitos saudáveis pode ser um método complementar aos recursos clínicos.

Prevenção

Ainda não há uma fórmula pronta que ajude na prevenção do câncer de mama. Porém o que se sabe é que práticas saudáveis podem reduzir a incidência da doença.

De acordo com o INCA, a combinação entre alimentação balanceada, controle do peso corporal e atividade física pode diminuir em até 28% o risco de tumor nos seios. O consumo de bebidas alcóolicas também deve ser evitado, já que elas podem aumentar os níveis de estrogênio. Outro meio de prevenção é investir na amamentação e reprimir a exposição desnecessária à radiação, como os exames de raio X.

“Nossas principais armas são os exames preventivos, como o ultrassom e a mamografia, que podem diagnosticar a doença ainda em seus estágios iniciais, além do estímulo aos fatores protetores, como a amamentação”, explica a mastologista Heliégina Palmieris.

Informações sobre câncer de mama