Segundo a Organização Mundial de Gastroenterologia, a doença celíaca atinge 1 em cada 100 adultos e 1 em cada 300 pessoas no mundo. As mulheres são acometidas duas vezes mais do que os homens. O transtorno autoimune do intestino delgado – que pode ocorre em pessoas geneticamente predispostas em qualquer idade – é causado por uma reação à uma proteína presente no trigo e outros cereais da mesma família.
Leia também:
Qual é a diferença entre índice glicêmico e carga glicêmica?
Carboidrato para malhar: quanto comer de batata doce?
Aveia engorda? Qual quantidade ideal? Tem glúten ou proteína?
Sintomas de quem tem intolerância ao glúten
1. Desconfortos gástricos
As consequências para quem come podem ser: diarréia crônica, gases, distensão e cólicas abdominais, que são sintomas facilmente confundidos com outras doenças.
2. Atrofia intestinal
A insistência em consumir alimentos com glúten pode causar atrofia da mucosa intestinal, que perde a capacidade de absorção dos nutrientes. Dessa forma, pode provocar uma série de problemas, além da desnutrição grave.

3. Desnutrição
Essa reação contra o glúten causa mais que o mal-estar: acaba afetando a absorção dos nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo.
4. Osteoporose
Além da desnutrição, também pode levar à doença dos ossos, já que, não conseguindo absorver corretamente os nutrientes, o organismo pode ficar com deficiência de vitaminas A, D, E, K, ácido fólico, entre outros.
5. Problemas neurológicos
Esse déficit vitamínico pode afetar também o cérebro, causando desde dificuldades de raciocínio e memorização a impactos na capacidade cognitiva, além de favorecer a depressão.
Como evitar sintomas
Quando a doença celíaca é descoberta, o único remédio é a dieta. A simples atitude de deixar de lado produtos que contenham glúten recupera a capacidade de absorção do intestino delgado e o mal estar desaparece. Para fugir dessa proteína, é necessário evitar além do trigo, aveia, centeio, cevada, malte e seus derivados, nos quais o glúten está presente.