Saúde 30 de junho, 2016 Por Manuela Pagan

Esclerose múltipla: tudo o que você precisa saber sobre a doença falada na novela

Mais de 2 milhões de pessoas ao redor do mundo convivem com a esclerose múltipla, doença que pode evoluir de diferentes maneiras, mas, ainda assim, é considerada potencialmente incapacitante. Na nova novela das 8, “A Regra do Jogo”, o golpista Romero Rômulo (interpretado por Alexandre Nero), descobriu ter esclerose múltipla. Na ficção, a doença ainda não deu sinais de sua gravidade, mas, na vida real, nós contamos como ela evolui. Veja a seguir.

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O que é esclerose múltipla? 

É uma doença inflamatória e autoimune que faz com que células do próprio corpo ataquem a bainha de mielina, uma camada que reveste os nervos e permite que os impulsos nervosos sejam adequadamente transmitidos. Funciona como um fio elétrico desencapado: sem essa proteção, não é possível garantir que a eletricidade será propagada com máxima qualidade.
O dano acontece nos nervos do Sistema Nervoso Central, ou seja, aqueles que ficam no encéfalo e na medula. Como consequência, a comunicação entre o cérebro e o resto do corpo fica prejudicada.

O que ela causa 

A primeira fase da doença é caracterizada por surtos esporádicos cujos sintomas são muito variáveis, uma vez que a desmielinização pode acontecer em diferentes pontos do Sistema Nervoso Central. Alguns dos acometimentos possíveis são a dificuldade para se locomover sozinho, alterações da coordenação e comprometimento da fala, por exemplo.
As alterações regridem espontaneamente e podem ou não deixar sequelas. Há pessoas que levam uma vida praticamente normal durante anos enquanto outros têm de lidar com maiores limitações.

Durante os surtos, o tratamento costuma ser feito através da chamada pulsoterapia, a administração venosa de altas doses de corticoide, medicamento que ajuda a reduzir a inflamação e diminuir a duração do surto.

A segunda fase é marcada pelo desaparecimento total ou parcial dos surtos e por uma piora progressiva do quadro, que costuma ser mais lenta. Dessa forma, ao invés de as sequelas aparecerem em um surto, elas vão vagarosamente se instalando. Essa fase, chamada de secundariamente progressiva, deve ser diferenciada da esclerose primariamente progressiva, que desde seu início apresenta essa característica, pulando o período de surto e remissão.

Tem cura? 

A Esclerose múltipla não tem cura e é potencialmente incapacitante. Em algumas pessoas, a doença têm progressão mais benigna e é possível se manter independentes e ter uma vida praticamente normal por mais tempo, mas em outros casos a doença deixa sintomas sérios já na fase dos surtos.
As limitações dependem muito do acometimento da doença em cada pessoa. Atualmente existem tratamentos que ajudam muito a manter a qualidade de vida e independência pelo maior tempo possível.

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