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Energético engorda e afeta batimentos cardíacos se misturado a álcool; veja risco

Publicado 30 Jun 2016 – 07:39 PM EDT | Atualizado 2 Abr 2018 – 09:32 AM EDT
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Ter disposição, energia e conseguir desenvolver atividades com muito mais velocidade. A maioria das pessoas que faz uso de energéticos busca por um desses efeitos quase mágicos que a bebida proporciona. Parece muito bom, mas o uso inadequado e a comum combinação com álcool podem oferecer grande risco à saúde.

"As bebidas energéticas possuem cafeína e taurina, substâncias com ação estimulante do sistema nervoso central, que podem melhorar a resistência física, a concentração, produtividade, euforia e freqüência cardíaca, evitar sono e proporcionar sensação de bem-estar", explica a nutricionista do Hospital do Coração de Sâo Paulo (Hcor) Gabriela Nunes Batista, que alerta para o uso correto. "Há problemas com o consumo em excesso, pois a cafeína pode causar dores de cabeça, insônia, diarréia, aumento da pressão sanguínea e palpitação".
Além disso, os energéticos podem engordar quem não pratica atividades físicas.  "Os produtos com açúcar podem elevar o peso, e 75% do valor energético dessas bebidas provêm de carboidratos. Se estes não forem utilizados apenas para repor energia das atividades físicas, ocorrerá ganho de peso", alerta a especialista.

Outro uso comum e que traz preocupações é a mistura de energéticos com bebidas alcoólicas. A composição é muito comum entre os jovens que saem para curtir a noite. "Muitas vezes usam o energético com o intuito de mascarar o efeito do álcool, mas isso não acontece e, para piorar, a substância reage com os efeitos da cafeína, podendo elevar a pressão e prejudicar os batimentos cardíacos", diz Gabriela.

O ideal é procurar um médico que possa indicar a dosagem exata para um atleta que queira melhorar o rendimento em uma atividade física ou para um estudante em épocas de provas. Em geral, o máximo indicado para consumo é uma lata por dia. "Se o indivíduo já consome café, refrigerante ou outro alimento que contenha cafeína é necessário investigar a dosagem diária deste nutriente para que não ultrapasse 250 mg. O consumo deve ser acompanhado por um nutricionista para que este possa adequar o consumo do energético à dieta", finaliza.

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